Uma agência do banco Santander, localizada dentro da usina hidrelétrica Mascarenhas de Moraes, na região de Peixoto (MG), foi invadida por bandidos que tentaram explodir o caixa eletrônico utilizando dinamites. Segundo a Polícia Militar, moradores de residências próximas à agência ouviram um forte estampido e acionaram as autoridades imediatamente. Apesar do barulho, não houve explosão. Peritos especialistas em explosivos foram chamados ao local e disseram que o material teve algum problema no pavio, que fez com que a dinamite não fosse detonada, mas espalhasse o TNT (trinitrotolueno) plástico contido em seu interior por toda a agência.
Frustrados, os bandidos fugiram em um VW Gol em direção ao município de Ibiraci (MG). Toda a ação foi filmada pelas câmeras de monitoramento da agência e da hidrelétrica e as imagens serão usadas em futuras investigações da Polícia Civil. Segundo um sargento da PM, esta é a sétima vez que bandidos tentam invadir a agência. Moradores se queixam de falta de segurança (leia mais nesta página).
O crime aconteceu por volta das 22 horas de segunda-feira, mas apenas às 9 horas de ontem começou a ser averiguado. O motivo do atraso foi provocado pela demora na chegada do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais), responsável por operações desta natureza. Na falta da equipe ideal, os policiais resolveram improvisar e chamaram dois agentes da polícia civil de Passos (MG) que haviam feito treinamento antibomba. O sol forte e o tempo quente preocupavam as autoridades e, por medidas de segurança, todo o quarteirão foi isolado. Após a chegada dos especialistas, o explosivo plástico espalhado nas janelas, paredes e portas de entrada da agência foi removido e encaminhado para a perícia técnica, para posterior verificação de sua origem e procedência.
De acordo com o sargento da PM Edson Carlos Oliveira de Deus, o monitoramento eletrônico da agência e das ruas no entorno dela será fundamental para a identificação dos suspeitos. Através dele, o modelo e a placa do carro, usado na fuga dos bandidos, foi identificado e servirá como primeiro passo para as investigações. “A gravação é realizada por uma empresa de São Paulo e nós já solicitamos as imagens para ajudar nas investigações que serão feitas pela Polícia Civil, em parceria com a Polícia Militar”, disse.
A gerente da agência bancária se negou a dar entrevistas e não confirmou quantas vezes o local já foi alvo de ladrões, mas moradores e policiais comentaram que tentativas de furto ao banco são frequentes. Esta seria a primeira vez que a agência sofre um atentado com dinamites.
A reportagem tentou entrar em contato a empresa Furnas, vinculada ao Ministério de Minas e Energia, e responsável pelo vilarejo onde se encontra a agência bancária atacada, mas, até o fechamento desta edição, sua assessoria não comunicou quais mudanças podem ser adotadas para melhorar a segurança do local.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.