(...) de nada adiantará internar pessoas contra suas própria vontade se não houver política pública de repressão ao tráfico de drogas. Conheço casos de pessoas que, compulsoriamente, passaram por (várias) clínicas, e não se curaram. Só quando houve consciência de que deveriam se tratar, é que se libertaram do vício. Outro ponto negativo é que tem clínicas que tratam a dependência de drogas ilícitas com drogas lícitas – cigarros, medicamentos etc – o que de nada ajuda, visto que tirar-se a dependência de algo e se transfere para outra coisa. Tratamento sim é, fazer a pessoa entender que aquilo faz mal e que ela tem que deixar, e fazê-la tirar tudo com o melhor dos remédios, o trabalho. É simples de vermos isso: analisem o trabalho da Cristolândia, que já foi matéria de diversos jornais. Ali não (se usa) medicamentos. Há apenas o trabalho (e) amor ao dependente (...).
Henrique Viana Albarral
Franca - SP
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