Internação compulsória não abrange Franca


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A Secretaria Estadual de Saúde informou na segunda-feira que a criação um centro especial para atender viciados em drogas que precisam de internação compulsória (contra a sua vontade) nos moldes do que começou a funcionar ontem em São Paulo não deverá acontecer tão cedo em Franca.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria, o centro e a dinâmica da internação compulsória foram desenvolvidos para atender ao caso pontual da área conhecida como Cracolândia, no Centro da Capital, e que não tem previsão de serem levados para o interior do Estado.

Em Franca, atualmente, os viciados são atendimentos no Hospital Psiquiátrico “Allan Kardec”, que possui 200 vagas destinadas à rede pública, ou em clínicas particulares. Segundo o presidente do hospital, Vanderlei Cintra, mesmo que a política fosse “importada” para Franca, não haveria condições de atendimento. “Nossa demanda é grande. Estamos lotados e, às vezes, registramos até fila de espera. Não temos como receber mais pacientes.”

Segundo ele, atualmente, dos 200 pacientes da rede pública, 60 têm problemas com dependência química, seja de álcool ou drogas. Para o diretor-clínico do hospital, Roberto Takaoka, a medida adotada pelo governo do Estado deveria ser estendida para o interior. “Claro que a situação de Franca é muito melhor que a de São Paulo em termos de pacientes dependentes, mas, da maneira como está sendo feita, seria uma forma de agilizar o atendimento na cidade.”

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