O prédio onde funciona uma das mais tradicionais escolas estaduais da cidade - “Caetano Petraglia” - pode ser tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico e Turístico) de Franca até o final deste ano. Localizado na rua Santos Pereira, na Cidade Nova, o imóvel vem sendo analisado pelo conselho, que quer preservá-lo em virtude, principalmente, de seu valor histórico.
O processo de tombamento normalmente é longo, costuma durar de 2 a 24 meses. No caso da escola, começou em abril do ano passado e não tem prazo definido para terminar, mas a presidente do Condephaat, Graziela Alves Corrêa, que também chefia o Arquivo Histórico Municipal, diz que a ideia é concluir todos os estudos necessários até o final deste ano.
Depois de finalizado, o processo é encaminhado para as mãos do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) que é o responsável pela palavra final. “Nós fazemos um relatório completo, apontando as razões pelas quais o prédio precisa ser preservado e seu valor para a cidade. Fazemos laudos arquitetônicos, levantamos o histórico do imóvel e juntamos documentos e fotos existentes. Agora cabe ao prefeito decidir o que será feito.”
Atualmente, o processo da Caetano Petraglia está na fase de levantamento do histórico do prédio. “Estou trabalhando nisso. É um levantamento bastante delicado, que precisa ser feito com precisão. Depois passaremos para a análise arquitetônica, que consiste em fotografarmos o imóvel e apontarmos seu atual estado e o que deve ser preservado.” A ideia, a princípio, é tombar o imóvel como um todo, e não apenas a fachada como acontece em alguns casos.
Segundo dados preliminares, o prédio recebeu a escola em 1948. Desde então, já passou por algumas reformas. Recentemente, em 2010, foi atingido por um incêndio que começou no porão de uma das 12 salas do local. O incidente acabou suspendendo as aulas, mas ninguém foi ferido. Na escola, que atende crianças do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, estudam cerca de 350 alunos.
Se o prefeito decidir pelo tombamento, todas as características físicas do prédio deverão ser preservadas. Para reformar o imóvel, por exemplo, será preciso solicitar a aprovação do projeto pelo Conselho. Caso esta determinação seja desrespeitada, multas podem ser aplicadas. A fiscalização da preservação dos bens tombados compete à própria cidade e pode ter até a intervenção do Ministério Público.
JÁ PRESERVADOS
Segundo o último levantamento feito pelo Condephaat, em Franca, 38 locais ou eventos tradicionais já foram tombados. O caso mais recente foi o da Escola Estadual “Barão da Franca”, que teve seu tombamento decretado em fevereiro de 2012. A escola foi construída há mais de 70 anos e fica localizada na rua Estevão Marcolino, na Vila Santos Dumont.
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