Faturamento de R$ 5,5 mi acirra eleição no clube Castelinho


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Dimas Coelho, José Antônio Filho, candidato à presidência, e o atual presidente, Clóvis Castro, no Castelinho
Dimas Coelho, José Antônio Filho, candidato à presidência, e o atual presidente, Clóvis Castro, no Castelinho

A sucessão municipal foi concluída e um novo prefeito administra Franca desde o dia 1º, após um campanha tranquila e sem ocorrências relevantes. Uma outra disputa ainda em aberto reacendeu o clima eleitoral e transformou-se em caso de polícia. Em jogo, o comando do clube mais tradicional da cidade: o Castelinho. A eleição para a presidência do clube, que ocorre no próximo domingo, é marcada por intensa divulgação, ataques pessoais e até bomba. Para a atual direção, a explicação para o clima bélico é a recuperação econômica do clube.

O Castelinho tem cerca de 3,5 mil sócios e um faturamento previsto para este ano de R$ 5,5 milhões.O atual presidente, Clóvis Alberto de Castro, afirma ter pago R$ 2,4 milhões em dívidas e investido quase o dobro deste valor na melhoria das instalações. “Fizemos parcerias que possibilitaram novos recursos e conseguimos recuperar a imagem do clube”, disse Clóvis.

O mandato de presidente é de dois anos com direito a uma reeleição. Nas duas eleições anteriores, não houve chapas concorrentes. Clóvis foi conduzido à presidência nas duas oportunidades, sem disputas. Agora, os sócios com direito a voto são cerca de 1,2 mil.

Fora da disputa por força do regimento interno, Clóvis apoia o atual vice, José Antônio Filho, empresário do setor de calçados, que encabeça a chapa “Amigos do Castelinho”. Neste domingo, o grupo concorrente faz o lançamento oficial da chapa “Renovação”, liderada pelo comerciante Alexandre Abdala.

Desde o fim do ano passado, a campanha eleitoral interna agita o clube e ganhou as ruas da cidade. É comum ver carros com adesivos fazendo propaganda das candidaturas. Nos bastidores, a disputa é ainda mais acirrada, com a distribuição de panfletos com acusações mútuas. Sócios receberam cópia de BO envolvendo o nome de Clóvis. “Nestes últimos dias, cresceu a onda de ataques, acusações falsas e ataques pessoais, num total desrespeito ao ser humano”, diz o presidente.

Ele afirma que vem recebendo ameaças há dois meses. Registrou três boletins de ocorrência. Na noite de quinta-feira, encontrou uma bomba de fabricação caseira na garagem da casa em que mora no Jardim Ângela Rosa. A rua ficou interditada até o fim da manhã seguinte. Homens do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) da Polícia Militar se deslocaram de São Paulo a Franca para desarmar o artefato.

A bomba não explodiu, mas a tentativa de atentado colocou ainda mais fogo na campanha eleitoral. O atual presidente acredita que as acusações e ameaças feitas contra ele estejam relacionadas à disputa. “A quem interessa fazer o clube voltar ao tempo do abandono?”

A ligação dos últimos fatos com a eleição interna é rechaçada pela oposição. Alexandre Abdala afirma que não tem nenhuma relação com as cartas contendo acusações contra Clóvis, muito menos com a bomba. “Eu repudio o ato de tentar vincular este episódio com a gente. Não tem nada a ver. Minha chapa é formada por pessoas idôneas que seriam incapazes de cometer um ato como este. Sou o mais interessado que o verdadeiro culpado apareça.”

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