Parece que apagão elétrico recente não foi bem interpretado pelas autoridades brasileiras. Antes de terminar o ano passado, a presidente Dilma Rousseff chamou de ‘ridículo’ o risco de racionamento de energia.
Na beira do colapso do setor elétrico, a atual política energética não deve ser encarada como salvação da sexta maior economia do planeta.
A diversificação da matriz energética é crucial para garantir a segurança do sistema elétrico brasileiro.
Esse é o ponto central, e não apenas a chuva, que também é importante mas é esperada em abundância.
Depender só de São Pedro para garantir normalização dos níveis dos reservatórios de hidrelétricas, é tentar a sorte. Basta olharmos o que aconteceu em 2001. Ao que parece, nem aquela crise, grave, serviu de lição ao Planalto.
Mesmo as novas usinas, Jirau e Santo Antônio, em Rondônia; e Belo Monte, no Pará, não terão reservatórios suficientes por conta de grandes impactos ambientais gerados pela construção desses empreendimentos bilionários.
Serão obras faraônicas fracassadas, além de representar desperdício de dinheiro público.
Embora a energia hidrelétrica não seja poluente, o governo federal e seus ministérios devem encontrar novas fontes para atender as demandas do Brasil.
O aproveitamento da energia solar ainda é irrisório. Este País, o de maior extensão territorial nos trópicos,tem todas as condições de aproveitar muito o sol.
No caso da energia eólica, a Alemanha, por exemplo, produz cerca de 20.622 MW, contra 240 MW, do Brasil, ao ano.
O problema é o preço. As energias solar e eólica ainda são caras. Tornam-se empreendimentos economicamente inviáveis sem incentivos fiscais.
Não parece que essas duas fontes podem ter um papel estratégico na matriz energética nacional.
Se cada casa tivesse painéis solares e pequenos moinhos de telhados para uso doméstico, representaria uma redução da demanda por energia produzidas pelas hidrelétricas e termelétricas e liberaria mais energia para uso industrial, principalmente nos horários de maior consumo.
Outro detalhe que não pode ser esquecido é o atraso das obras das redes de transmissão de energia.
A cada dia, apagões são mais notáveis e duradouros. A crescimento da classe média proporcionou mais equipamentos em casa e, por consequência, consumo de mais energia.
Precisa melhorar o planejamento, diversificar a matriz energética, acelerar obras para não impedir o crescimento sustentável da economia brasileira.
Para garantir um sistema elétrico seguro, a sociedade brasileira deve cobrar a infraestrutura não feita nós últimos governos da Nova República.
Mateus Menezes Nascimento
Universitário
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