Tela em branco


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De repente, suspensa no ar...

A noite trouxe o verde
De teus olhos e tua camisa

Fazendo surpresa
Bateste na porta de minha entrada,
Chamando-me tua

Por um tempo sem horas
Recriamos histórias um do outro ausentes

Depois, fluidez,
Liberdade, amor de alma...

Misturados ao vento,
Indeléveis, intangíveis,
Soltamo-nos...

Além de devaneios e ilusão,
Mostrou-me o momento épico
Em que a noite morre
Em que nasce o dia

Impressos nesta imagem,
Adoráveis discursos ocultos
Inspirando-me a verdade
De que todo fim guarda um recomeço

E já não tinha limites o horizonte...

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