‘Monstro de Rio Claro’ morre, aos 60 anos, em presídio


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A Secretaria de Administração Penitenciaria do Estado divulgou ontem a morte do criminoso Laerte Patrocínio Orpinelli, conhecido na década de 1990 como “Monstro de Rio Claro”. O homem, condenado a 100 anos de prisão por estuprar e matar 10 crianças nas cidades de Franca, Rio Claro, Monte Alto e Pirassununga, foi encontrado morto por carcereiros do presídio de Iaras (SP), no dia 3 de janeiro. A causa da morte não foi divulgada, apenas foi informado que o homem de 60 anos sofria de hipertensão arterial e diabetes e havia cumprido 13 anos de sua pena.

Antes de confessar os crimes e ser condenado, Orpinelli trabalhava como engraxador de portas e percorria com uma bicicleta Monark vermelha as ruas de Rio Claro. Ele abordava crianças com idades entre 3 e 11 anos e as convencia a segui-lo oferecendo doces. Depois as raptava, abusava sexualmente delas e as matava, normalmente por asfixia. Orpinelli confirmou que molestava as crianças com os dedos, obrigava as vítimas a fazer sexo oral, as espancava e estrangulava.

Em 2001, em Franca, ele foi condenado a 62 anos de prisão por envolvimento na morte de duas crianças. Sete anos depois, através de júri popular, na cidade de Rio Claro, foi condenado a mais 38 anos de prisão. Os crimes foram descobertos depois que a polícia encontrou duas ossadas perto de uma antiga casa, no horto florestal, onde o maníaco se abrigava.

O assassino foi enterrado ainda no dia 3 de janeiro no Cemitério Municipal de Araras.

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