Numa sessão tensa, com discussões e que se arrastou por quase cinco horas, a Câmara de Patrocínio Paulista na noite de segunda-feira autorizou o prefeito Marcos Ferreira (PT) a fazer uma reforma administrativa na Prefeitura local. Pela primeira vez, a cidade passará a ter secretários municipais. Foram criadas seis pastas e outros 23 cargos de diretoria e assessoramento. O impacto financeiro causado pelas novas contratações foi o motivo da polêmica. Apesar das reclamações de populares, o projeto teve apenas um voto contrário.
Sob a justificativa de aperfeiçoar o controle das ações e os resultados da administração, Ferreira propôs a criação das secretarias de Saúde, Educação, Desenvolvimento Institucional, Desenvolvimento Econômico, Desenvolvimento Social e Desenvolvimento Humano.
O prefeito e a vice, Néria Buzatto, permaneceram o tempo todo no plenário ao lado de moradores da cidade, que lotaram as dependências. A oposição questionou os gastos. “Estou profundamente entristecido. Ao final do mandato, as despesas vão aumentar R$ 3 milhões. O prefeito está criando um punhado de marajás”, disse José Milton Faleiros (PSDB), único a votar contra. “Não sou irresponsável. O projeto não prejudicará a execução do orçamento, pois os gastos vão ficar longe do limite prudencial”, rebateu o prefeito.
O projeto inicial previa um salário de R$ 5 mil aos secretários, R$ 700 a menos do que ganha um secretário em Franca. Emenda apresentada pelo vereador Ricardo Rocha (PSDB) reduziu os vencimentos para R$ 4,5 mil.
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