Igrejas investem pesado para reforçar a segurança nos prédios


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Pedreiros aumentam muro lateral de igreja evangélica no bairro Estação. Local recebe investimento de
Pedreiros aumentam muro lateral de igreja evangélica no bairro Estação. Local recebe investimento de

Templos religiosos de vários bairros estão reforçando sua segurança contra a ação de bandidos que invadem os prédios à procura de dinheiro, instrumentos musicais e equipamentos eletrônicos. No começo deste mês, uma unidade da igreja evangélica Assembleia de Deus, no Jardim Martins, zona oeste da cidade, foi furtada e acabou tendo problemas para realizar seus cultos, já que os bandidos levaram toda a aparelhagem de som.

O vice-presidente da comunidade evangélica Assembleia de Deus, no bairro Estação, pastor Adriano Oliveira, perdeu as contas de quantas vezes o prédio foi invadido por ladrões e vândalos. A última delas aconteceu na virada do ano, quando um desconhecido quebrou o vidro da porta que dá acesso ao salão principal. “Ele destruiu o vidro temperado ao invés de arrombar a fechadura, que é ligada a um sensor de alarme. Felizmente, outro sensor que fica na parte de dentro disparou e ele fugiu sem levar nada”, disse o pastor Cristovão Ferreira, 31, que presta serviços administrativos.

Desde este último incidente uma série de medidas vêm sendo tomadas para aumentar a segurança. Ao todo, serão investidos R$ 45 mil em 2013 e o pastor garante que quase metade deste montante já foi gasto. Os muros laterais subiram um metro e receberão cercas elétricas com alarme nos próximos dias. Quinze câmeras foram espalhadas em diversos pontos para vigiar quem entra e sai da igreja. No salão principal, outra câmera - capaz de vigiar em todos os ângulos possíveis, foi instalada ontem. “Ao menor sinal de invasão, um torpedo é enviado para 10 celulares pré-programados informando que o local foi violado”, comentou o técnico de segurança Cassiano Alberto Arcolino, 23.

Com poucos recursos, a paróquia Santa Rita apelou para grades de proteção nas entradas da igreja e lacrou a área destinada à celebração das missas. “Tivemos um furto há dois meses onde foi levado todo o dinheiro do dízimo”, explicou uma secretária da paróquia, que não quis se identificar. Agora, a pessoa que desejar entrar no salão para rezar, fora do horário de missa, deve passar pela secretaria e se identificar.

Procurada pela reportagem, a Diocese de Franca não soube precisar quantas paróquias passaram por alguma reforma para melhorar sua segurança predial, explicando que cada uma delas tem autonomia para promover reformas e melhorias.

A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) descartou qualquer relação entre os furtos registrados em entidades religiosas da cidade, limitando-se a dizer que nenhum inquérito em andamento identificou qualquer quadrilha especializada neste tipo de delito.

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