Oito dias seguidos de chuva e eles voltaram: os buracos. Transitar por algumas ruas e avenidas de diferentes bairros nas cinco regiões de Franca exige atenção redobrada dos motoristas, já que o asfalto está se desmanchando. Em algumas vias, verdadeiras crateras se formaram.
Segundo a Defesa Civil do Estado de São Paulo, chove na cidade desde o dia 7. Neste período, foram 79,2 mm de água que caíram sobre Franca. O volume não é tão alto, levando em consideração a média histórica para o mês - 297,1 mm -, mas já foi suficiente para causar transtornos à população. Para minimizar o problema, a Prefeitura intensifica a operação tapa-buracos.
O Comércio da Franca percorreu a cidade na tarde de ontem e encontrou buracos na Vila Hípica, Jardim Paraty, Jardim Paulistano, São José, Jardim Barão, Jardim Pinheiros e Aeroporto III. Em algumas vias, eles chegam a atrapalhar o trânsito e a deixar moradores preocupados com a possibilidade de acidentes.
Em uma rotatória da avenida Jaime Tellini, no Jardim Paraty, a situação é crítica: dois buracos próximos um ao outro dificultam o trânsito de motoristas, motociclistas e ciclistas. Uma das “vítimas” das crateras é a farmacêutica Ísis Oliveira, 27. “Você pode escolher em qual dos buracos cair. Não tem como escapar”, disse.
Outra via com muitos buracos é a Jonas Rodrigues Moura, no Jardim Barão. O representante comercial Sylas Messias, 53, que mora nesse endereço há três anos, disse que nunca viu os buracos serem tapados. “Hoje, o carro tremeu tanto ao passar nessa rua que o óculos da minha mulher caiu, bateu em mim e me machucou. É uma vergonha o tanto de buraco que essa rua tem.”
Já os buracos da rua Diogo Garcia Coelho, localizada no bairro Jardim Pinheiros I, possuem o agravante de estarem alagados, para a preocupação da dona de casa Graça Teixeira, 63. “Os motoristas acham que é rasinho, mas é fundo. Se não aconteceu nenhum acidente grave aqui, ainda vai acontecer, porque eles podem perder o controle do carro. Está um perigo com as chuvas, já que esse buraco tem aumentado dia a dia desde o mês passado.”
As crateras presentes por todo o Aeroporto III também preocupam a dona de casa Josiane Cristina, 26. “Eu fico preocupada com a minha filha [Bianca, de 9 anos], porque, quando um carro vai desviar de uma vez, pode pegar uma criança que está brincando.” Segundo ela, os buracos surgem nos trajetos dos ônibus e ficam maiores com as chuvas.
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