Franca é atingida por 4.300 raios por ano, diz pesquisa do Elat


| Tempo de leitura: 2 min

Quando o tempo estiver nublado em Franca, procure ficar protegido. Segundo dados do Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o céu da cidade é cortado, anualmente, por 4.300 raios do tipo nuvem-solo, que atingem a terra. Segundo os estudiosos, só neste ano, até a última quinta-feira, 60 raios “chicotearam” a cidade.

Apesar do grupo considerar a incidência de alta, a média francana é a metade da de Arujá (SP), o município mais atingido no Estado. Para o estudo, foram analisados dados entre 1998 e 2011.

Segundo levantamento do Elat, a cada 50 mortes por raio no mundo, uma é no Brasil. E Franca teve uma vítima no ano passado. No dia 14 de dezembro, no Jardim Brasilândia, um raio matou instantaneamente o pespontador autônomo Nivaldo Mateus, 56, dentro da varanda de sua residência, nos fundos, e carbonizou 100% do seu corpo. O fogo se espalhou pelo cômodo, onde funcionava uma pequena banca de pesponto, e destruiu máquinas e o telhado. O raio, segundo a polícia, provavelmente acertou uma antena e espalhou a corrente.

Na tarde do último domingo, um casal de turistas morreu, de mãos dadas, na praia do Centro, em Bertioga, atingido por um raio. Thiago Ribeiro da Costa, 31, e a portuguesa Inês Cruz, 29, caminhavam pela parte rasa quando foram atingidos.

De acordo com os especialistas, é possível evitar uma tragédia durante tempestades. Basta não praticar atividades ao ar livre ou em campos abertos (como pastos, praias ou perto de árvores); não ficar próximo de veículos - do lado de fora; evitar objetos metálicos ou fios, grandes condutores de energia; e não ficar em cômodos abertos, como varandas.

Os raios podem ser do tipo nuvem-solo ou intra-nuvem (que acontecem entre nuvens e não chegam ao solo). Há também os raios que saem do solo e alcançam as nuvens. Eles são relativamente raros e, geralmente, ocorrem no topo de montanhas ou estruturas altas.

O Brasil é o país mais atingido por raios do mundo, com uma média de 50 milhões de raios por ano. A principal explicação, de acordo com os especialistas, é o fato de o país ser o maior da região tropical do planeta, o que favorece a formação de tempestades em função das altas temperaturas e umidade.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários