O jornalista Corrêa Neves Júnior cunhou o termo há alguns anos. Tinha acabado de ser convidado a levar a experiência da redação integrada que criou no GCN a congresso internacional de jornais, em São Paulo
Lá na capital, auditório lotado de diretores e editores dos mais importantes meios de comunicação do Brasil e por consultores de mídias internacionais, ele palestrou, e não deixou por menos. Sua retórica (tradicionalmente forte e incisiva) se uniu ao orgulho do feito e causou vítimas positivas e surpresas. No mundo, o que poderosos grupos não conseguiram em convergência de mídias à custa de milhões de euros ou dólares, ele demonstrou estar em pleno funcionamento na sede de seu GCN.
Um dos consultores presentes, Randy Covington, ficou intrigado mas rendeu-se: como é isso? Júnior explicou, em resumo, que a implantação de ambiente único onde profissionais de rádio, jornal, revistas e Internet trabalhem compartilhando equipamentos e competências para produzir para mídias de linguagens diferentes, tem que estar baseada em simplicidade e praticidade, aliadas a foco e comando que resulte em cumplicidade do time de trabalho. É ai que surge solução para dilemas aparentemente insolúveis.
Dirigentes de meios de comunicação presentes, não pensaram duas vezes. Pediram licença para visitar o GCN. Júnior concedeu. Podia ter fechado a sete chaves ‘seus’ segredos, mas não. Abriu. Compartilhou. Hoje, há, pelo País, replicações dos bons resultados alcançados em Franca.
A revista de circulação nacional Negócios da Comunicação pautou entrevista com Júnior ao fim do ano passado. A matéria saiu na edição de dezembro. Está aqui, e em matéria do GCN, disponível aqui.
O repórter Eugênio Araújo fez perguntas instigantes e Júnior, com o estilo que lhe é peculiar, não fugiu de nada. Garantiram, além da exposição detalhada da ‘newsplex caipira’, uma lúcida análise do cenário jornalístico de hoje. O texto, denso em seriedade, é fluído no estilo, uma autêntica aula de jornalismo. Não fosse a relevância do que foi abordado e o orgulho que tenho em participar dessa história, estaria aqui falando de outro tema.
‘DESPERTE SUA CRIANÇA’
A repercussão da coluna de sábado passado me trouxe alegrias. O advogado João Bittar Filho se manifestou. Cláudio Antônio Borges, ex-diretor administrativo e financeiro da Sabesp, também. Muitos anônimos me abordaram em pleno Lanchão (fui ver o bom jogo dos meninos da Francana contra o Barras). Disseram, em síntese, que a mensagem fez bem a eles. Quem não leu, convido a ir ao portal do GCN. Há também um vídeo. Assista.
LEMBREI!
Um amigo me contou que meu desafio para ‘despertar a criança que ainda resiste dentro de cada um de nós’ o fez se lembrar do vidro (grande) de bolinhas de gude que guardava sabia lá desde quando. Lá estava, inclusive, a ‘jogadeira’ e o ‘batatão’, respectivamente, a bolinha especial que a gente escolhia para ser nossa ‘craque’ do jogo e a outra, grande, quando a gente queria ‘empurrar’ um monte de bolinhas para fora do ‘triângulo’ ao mesmo tempo, ‘rapelando’ o adversário. Achou, sentou ao chão e se viu vivendo de novo aquele riso alegre e gostoso de outros tempos.
MULTIMEIOS@ZIPMAIL.COM.BR
Frustei-me um pouco. Alguns leitores não viram o vídeo que agreguei à coluna, regristro de uma criança de 7 anos, regendo orquestra sinfônica. Vamos sanar isso. Responderei enviando o link a quem pedir através do email multimeios@zipmail.com.br. É, também, chance para me contar histórias que querem ver retratadas cá neste canto.
CHOVE LÁ FORA, CASCATA AQUI DENTRO
Quem foi ao Poliesportivo assistir o Franca Basquete vencer o Vila Velha teve que encontrar cantinho para sentar sem se molhar com chuva que caia ‘lá fora’. Tem gente que jura que viu goteiras capazes de se tornar cascatas...
FITA DO SENHOR DO BONFIM
Comando de trânsito, esta semana, quase multou motorista que tinha tudo certo com o carro e seus documentos. O policial encontrou fita do Senhor do Bonfim amarrada à chapa traseira do veículo. ‘Não pode’, bradou ele. ‘Tire porque dá multa’. O motorista tirou, mas saiu sem entender. A questão é básica: a maioria dos flagrantes no trânsito se dá por fotografia de radar. Quando o carro anda, a fita se agita e pode encobrir parte da chapa. Então, não pode. Cumprimento o motorista pela documentação em dia e carro sem problemas. E cumprimento o policial. Podia ter multado, mas orientou, mesmo dentro de seu estilão. É assim que deve ser.
APROVEITANDO...
Há quanto tempo você não confere a carga do extintor de incêndio de seu carro? Dê uma olhada ai, cara. Pensar nisso na hora de incêndio, ou acidente, ou comando de trânsito, não dá. Da mesma forma, providencie uma chave de fenda e um pequeno alicate para deixar no carro, especialmente se for viajar. Ou então, que seja um canivete. Armando Papacídero, amigo que quero bem, sempre falou da serventia deste instrumento: ‘você nem imagina o que um homem sério pode fazer com um canivete’...
Luiz Neto
Jornalista, editor de Opinião do Comércio - luizneto@comerciodafranca.com.br
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