Cidades de MG também enfrentam problemas financeiros na prefeitura


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Não são apenas os municípios paulistas que enfrentam dificuldades financeiras. Em Claraval (MG) o quadro também assusta. Segundo o prefeito Juliano Diogo Pereira (PSD), as contas do município estão no vermelho. “Iniciamos a gestão de 2013 com R$ 359 mil negativos, valor considerável para um município com uma população de mais ou menos 4,5 mil habitantes”, disse.

Segundo ele, a folha de pagamento não foi paga e a dívida com a companhia de energia elétrica chega aos R$ 90 mil. “Estamos correndo o risco de ter a luz cortada.” O prefeito pede paciência à população. “Teremos uma grande missão pela frente. Nestes primeiros seis meses, a Prefeitura irá trabalhar de uma forma mais lenta, porém, ordenada e com os pés no chão, fazendo um plano para a recuperação da saúde financeira do município.”

Em Delfinópolis (MG), a crise financeira é tamanha que o prefeito Pedro Paulo Pinto (PMDB) decidiu decretar estado de emergência financeira no último dia 7. A dívida acumulada, segundo ele, estaria na casa de R$ 1,8 milhão. A cidade já estaria enfrentando dificuldades principalmente na área da saúde. “O hospital municipal não tem oxigênio porque o pagamento do fornecedor está atrasado. A Santa Casa de Passos também não aceita mais nossos pacientes por causa de uma dívida de R$ 73 mil que não temos como pagar. A situação é caótica”, disse ele em entrevista ao Comércio da Franca no início desta semana.

Com o estado de emergência, a Prefeitura ganhará um prazo para renegociar as dívidas em atraso e poderá fazer compras e contratações de emergência sem licitação.

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