Dados revelam que cai número de adolescentes grávidas em Franca


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O número de grávidas adolescentes na região de Franca está caindo, segundo levantamento da Secretaria Estadual de Saúde em parceria com a Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) divulgado semana passada. Em 1998, o percentual de mães menores de 20 anos na região era de 22,28% em relação ao total de partos de bebês nascidos vivos, contra 15,64% em 2011 - último ano com dados consolidados. A queda é de quase sete pontos percentuais em treze anos.

Se comparado às outras 17 regiões avaliadas, Franca é a oitava com menos grávidas, atrás de Campinas (com apenas 13,4% dos partos correspondendo a adolescentes), Capital e Grande São Paulo, Ribeirão Preto, Araraquara, Piracicaba, Vale do Paraíba e São José do Rio Preto.

Para a secretária municipal de Saúde, Rosane Moscardini, a diminuição no número de gestantes jovens se deve a diversos motivos, como disponibilidade de preservativos e anticoncepcionais na rede pública; consultas ginecológicas com orientações sobre gravidez; e ações educativas em escolas.

Apesar de o número de jovens grávidas estar caindo, o número de gestações ainda é alto: foram 1.346 bebês nascidos vivos de mães com menos de 20 anos na região de Franca, em 2011. A psicóloga clínica Alessandra de Faria e Sousa acredita que a falta de informação é a responsável pela grande quantidade de casos. “Por mais que seja um tema muito falado [na mídia], acredito que a sexualidade ainda seja tabu no ambiente familiar. Por isso, é melhor [a menina] visitar um ginecologista. A baixa escolaridade também é um fator que contribui, porque acaba-se tendo menos acesso ainda à informação”, explica.

A conscientização não será um problema na casa da dona de casa Dulce Correia, 29. Ela engravidou aos 16 anos, e hoje, é mãe de Maria Eduarda, 12. Por causa da gravidez, ela se casou pouco depois com o pai da criança, Fabrício, 32, que já era seu namorado. Com a filha entrando na fase da adolescência, Dulce afirma conversar frequentemente com ela sobre sexo. “Converso muito com a minha filha sobre namorados, camisinha e anticoncepcional. Eu também quero que ela estude, porque, quando engravidei, tive que parar de estudar. Eu queria ter feito faculdade de medicina veterinária, mas não pude.”

NA ESCOLA
A secretária municipal de Educação, Leila Haddad, afirma que o tema da sexualidade é desenvolvido nas escolas municipais principalmente com alunos da 5ª série do ensino fundamental, que têm entre 9 e 10 anos de idade. “Essas aulas são importantes porque, se elas não existissem, as crianças iriam aprender na rua. Então, na aula, elas aprendem informações corretas. As orientadoras educacionais da Secretaria de Educação inclusive realizam reuniões com os pais, indicando como trabalhar o tema com os seus filhos.”

Já na rede estadual, a gravidez na adolescência é abordada por meio do projeto Prevenção Também se Ensina, implantado pela Secretaria Estadual da Educação desde 1996. Outros assuntos discutidos no programa são doenças sexualmente transmissíveis e uso de álcool, tabaco e outras drogas. Desenvolvido durante todo o ano letivo, o objetivo é promover a cidadania e a redução da vulnerabilidade da comunidade escolar.

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