O prefeito de Delfinópolis (MG), Pedro Paulo Pinto (PMDB), acaba de decretar estado de emergência no município. O motivo é o volume de dívidas atrasadas acumuladas pela Prefeitura Municipal. Segundo Pedro Paulo, a cidade teria mais de R$ 1,8 milhão em contas vencidas e não pagas, o que estaria inviabilizando a administração do município.
Pedro Paulo assumiu o cargo no último dia 1º e, desde então, vem tentando contabilizar os débitos municipais. “Meu antecessor não me deixou o balanço contábil da Prefeitura. Não fui informado sobre nada. Nem os documentos necessários para me inteirar da situação estou conseguindo encontrar. Mas acredito que as dívidas ultrapassem R$ 1,8 milhão.”
Segundo o prefeito, a situação em Delfinópolis está insustentável. “Já estamos enfrentando a falta de oxigênio no hospital porque não pagaram R$ 50 mil ao fornecedor. A Santa Casa de Passos também não tem aceitado internações daqui porque devemos R$ 73 mil. Está muito difícil.”
Na Prefeitura, a palavra de ordem é economia. “Temos evitado todo e qualquer gasto porque, simplesmente, não temos dinheiro. Os salários de dezembro estão atrasados. Aqui no prédio não temos café, açúcar, papel higiênico. Até folha sulfite estamos reaproveitando.”
A decretação do estado de emergência financeira tem prazo de validade de 30 dias. Com o decreto, o prefeito suspende o pagamento de dívidas e ganha maior liberdade para comprar materiais e contratar serviços de urgência. “A ideia é que consigamos ter um relatório da situação do município com o valor das dívidas e o nome dos fornecedores. Assim poderemos renegociar todos os débitos.”
O prefeito disse que espera contar com a compreensão da população durante esse período. “Será muito difícil enfrentar essas dificuldades. O meu antecessor não se preocupou com nada e sucateou toda a Prefeitura. Agora temos que reconstruir.”
Pedro Paulo disse ainda que também deve procurar a Justiça e o Ministério Público para denunciar a situação precária em que encontrou o município.
O Comércio da Franca tentou contato com o ex-prefeito de Delfinópolis, José Geraldo Martins (PSDB), mas, ao discar o número de seu celular, a operadora informava que o número não existe mais. O telefone fixo que consta da lista em nome do ex-prefeito toca até a ligação cair. Na Prefeitura de Delfinópolis, ninguém soube informar o telefone de Martins.
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