Material escolar tem aumento de 20%; valor varia conforme a escola


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A vendedora Lidiane Cristina Moura de Aguiar observa lista de materiais escolares, enquanto o bancário Marcos Roberto ajuda a filha Mariana, de 9 anos, a escolher os produtos
A vendedora Lidiane Cristina Moura de Aguiar observa lista de materiais escolares, enquanto o bancário Marcos Roberto ajuda a filha Mariana, de 9 anos, a escolher os produtos

Os pais francanos devem preparar o bolso para janeiro. Além de enfrentarem os impostos de começo de ano - como o IPTU e o IPVA -, terão de encarar um aumento de até 20% dos materiais escolares, comparado ao fim do ano passado. Segundo proprietários e gerentes de papelarias, produtos como cadernos e bolsas foram os que apresentaram os maiores índices de aumento. Para facilitar a vida dos clientes, os lojistas oferecem compras a prazo, com pagamentos divididos em até seis parcelas no cartão de crédito, sem juros, e descontos de até 10% nos pagamentos à vista.

O Comércio consultou cinco estabelecimentos francanos e encontrou aumentos que vão de 7% a 20%. As listas de materiais escolares, preparadas pelas instituições de ensino e que já foram entregues para a maioria dos pais, têm preço total variando entre R$ 80 e R$ 150, segundo os lojistas. Tudo depende da quantidade de itens, do que a escola pede e de que em qual série a criança está estudando.

Segundo a Fundação Getúlio Vargas, através do IPC (Índice de Preços ao Consumidor), o material escolar, excluindo livros, subiu 5,31% entre janeiro e dezembro de 2012, enquanto a inflação no período alcançou 5,74%. Apesar do aumento no ano passado ficar abaixo da inflação, os preços subiram mais neste início de ano devido ao aquecimento da demanda.

“Deve ser normal [esse aumento] porque é um período em que as vendas são altas. A tendência, depois, é uma redução nessas vendas. Tem muito produto novo, acaba influenciando no preço (...) É preciso pesquisar preços, condições de pagamento. Hoje recomenda-se a compra de material escolar em lotes. Reunir um grupo de pais em que o material seja comum”, orienta o economista Hélio Braga Filho.

PESQUISA
Mesmo nos primeiros dias de janeiro, alguns pais se apressaram para garantir os materiais para as aulas, que começam entre o fim do mês e o início de fevereiro. A vendedora autônoma Lidiane Cristina Moura de Aguiar, 33, foi até uma loja no Centro na tarde de segunda-feira, acompanhada de seu marido, o bancário Marcos Roberto, 37, e sua filha Mariana, de 9 anos. Após comparar preços em três papelarias, ela resolveu fechar toda a lista de materiais da menina, que passou para o 5º ano, no local.

A mulher disse que não sentiu muita diferença nos preços, comparados ao ano passado. Porém, sentiu pela lista ser extensa. “São muitos itens. Tem coisas que estamos aproveitando do ano passado, porque não tem necessidade de comprar, como estojo e mochila (...) Espero gastar, no máximo, R$ 120. Costumamos separar o 13º salário para pagar as contas de janeiro, porque todos nós estamos de férias”, contou a vendedora, que parcelou os impostos do início do ano e ainda guardou dinheiro para fazer uma viagem.

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