Uma atitude inconsequente de um adolescente de 17 anos mobilizou uma delegacia de polícia inteira, na madrugada de ontem, no Jardim Aeroporto I. A viatura, que estava parada na garagem do 4°Distrito Policial, foi incendiada pelo rapaz que pulou o muro para invadir o estacionamento. Para destruir o carro o jovem utilizou gasolina embalada em uma garrafa pet. Ele despejou o líquido até fazer uma poça embaixo do carro e ateou fogo. Segundo testemunhas, houve premeditação. O delegado Dalmo Mateus Pollo classificou a ação como um atentado à dignidade das polícias Civil e Militar. Ninguém ficou ferido.
Assim que o fogo ganhou grandes proporções, populares que passavam pela avenida Carlos Roberto Haddad e comerciantes do bairro acionaram o Corpo de Bombeiros, que rapidamente chegou ao local. As chamas foram controladas e não chegaram a atingir o automóvel do delegado que estava estacionado próximo à viatura atacada. Tão logo ficou sabendo do ocorrido, Pollo, juntamente com investigadores do 4º Distrito Policial e da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) foram atrás do responsável pelo ataque. Através de informações colhidas junto a comerciantes e um frentista, que confirmou ter vendido o combustível, a polícia chegou ao autor do atentado.
Já na delegacia, o adolescente - que tem passagem por furto - confessou ter ateado fogo na viatura em represália ao patrulhamento ostensivo feito pela Polícia Militar na região do Jardim Aeroporto III, onde vive com a mãe. “Estava dormindo quando meu menino (filho caçula 15 anos) avisou que um monte de policiais estavam em frente de casa. Fiquei apavorada, porque não sabia de nada”, explicou a mãe do adolescente.
O delegado não considera que o atentado tenha alguma relação com facções criminosas. “Nós conseguimos esclarecer esse crime que afrontou não só o Estado, mas a dignidade dos policiais civis e militares que vêm trabalhando dia após dia no combate à criminalidade”. Perguntado sobre a ousadia do menor para destruir patrimônio público, o delegado comentou que há falhas no sistema de segurança predial em delegacias da cidade. “Trata-se de uma ação isolada, mas serve de alerta. Temos espertina e alarme, mas sabemos que, quando o bandido quer realizar um crime, fica difícil impedir.”
A empresa de segurança que presta serviço à delegacia confirmou que o contrato assinado não prevê monitoramento 24 horas, nem sensor de movimento externo. O jovem foi internado na Fundação Casa.
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