Oito em cada dez francanos entre 25 e 44 anos estão empregados


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Oito em cada dez francanos com idade entre 25 e 44 anos estão empregados. O nível de ocupação do município nesta faixa etária é um dos maiores do Estado de São Paulo, ficando atrás apenas de São José do Rio Preto e Ribeirão Preto. Os dados são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) e mostram que 82% da população entre 25 e 44 anos na cidade já tem uma ocupação. São 82 mil pessoas.

Hélio Braga Filho, economista e professor do Centro Universitário Unifacef, disse que o alto nível de ocupação da população é reflexo do aquecimento da economia da cidade nos últimos anos e do cenário positivo para a indústria calçadista. “Apesar de não termos tido muitos investimentos de grande porte, os pequenos e médios que surgiram em escala acabaram aquecendo o mercado de trabalho e abrindo novas oportunidades.”

Segundo o professor, Franca ganhou novos estabelecimentos tanto na área de serviços como na indústria. “Mas quase todos de micro e pequeno porte.”

O economista Luiz Fernando Mello diz que outro fator que contribui para o alto nível de ocupação da cidade é o perfil econômico de Franca. “A cidade tem sua economia baseada na indústria calçadista que ainda utiliza um alto grau de mão-de-obra, diferente de outros setores em que a tecnologia já tomou o lugar do trabalhador.”

A maior parte dessa mão-de-obra se encontra trabalhando no setor de serviços e no comércio, que se fortaleceram com o desenvolvimento da cidade. “Com a melhoria da economia a partir de 2000, houve um aumento da demanda por serviços de educação, saúde, bancos e alimentação, o que fez surgir novos empreendimentos que precisaram de empregados.”

Braga Filho fez um estudo comparativo com os dados de 2000 e 2010 e o resultado mostra que o nível de pessoas ocupadas aumentou. “Há dez anos, entre 8 e 9% da população estava desempregada, hoje esse nível caiu para 5%, o que mostra que a economia se desenvolveu.”

Tanto Braga Filho quanto Luiz Fernando Mello concordam que, mesmo com o alto índice de trabalhadores empregados, os reflexos para o desenvolvimento da cidade poderiam ser maiores. “O problema é que o PIB (Produto Interno Bruto) do município não cresceu na mesma proporção. Aumentou o número de trabalhadores, mas a massa salarial sofreu pouca alteração. Isso porque o trabalhador de Franca continua sendo um dos piores remunerados. por causa da baixa escolaridade e da falta de especialização”, disse Braga Filho.

Os especialistas também alertam para os sinais de um possível apagão de mão-de-obra no futuro. “A tendência é que esse percentual aumente com o passar dos anos. O maior risco é para a indústria calçadista, que, sem salários atrativos, acaba perdendo trabalhadores para outros setores. A longo prazo, isso pode resultar numa dificuldade maior para encontrar profissionais”, disse Mello.

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