O balanço de Sidnei


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Sidnei Rocha é hoje um homem em paz consigo mesmo. Depois de oito anos de governo, saiu da Prefeitura de cabeça erguida e pela porta da frente. Mas não foi apenas a sua performance como prefeito que trouxe toda essa calmaria a seu espírito. Para além de realizar muitas obras e organizar as finanças da cidade, Sidnei também colhe hoje os frutos de ter sido o principal personagem das eleições municipais de 2012, mesmo sem delas participar diretamente, como candidato.

Como um trator, passou por cima de todos os adversários políticos. Tirou seu sucessor de uma triste quarta posição nas pesquisas eleitorais, com cerca de 7% das intenções de voto, e o deixou na porta da Prefeitura, com quase 20 mil votos a mais do que a candidata que ficou em segundo lugar. Em relação aos vereadores, emprestou seu prestígio a vários, inclusive àquela que foi a mais votada em Franca, a sua ex-secretária de governo, Valéria Marson. Na gíria, poderia se dizer que fez ‘barba, cabelo e bigode’.

Na esteira dessas conquistas, ainda tornou-se uma das principais lideranças regionais do hoje combalido e envelhecido PSDB (Partido Social Democrata Brasileiro), que perdeu várias cidades importantes no Estado de São Paulo, não conseguiu eleger o prefeito da capital e vai precisar se renovar se não quiser ver seu prestígio e sua força indo para o passado da história, o que faz de Sidnei um sério candidato a assumir alguma secretaria de Estado ou pelo menos o eleva à condição de um dos principais interlocutores da cidade com o governo estadual.

Dentro de todo esse contexto, seu discurso não poderia ser diferente. Aliviado por tirar de cima de seus ombros o ônus e o estresse de ser prefeito de uma cidade com tantos problemas e orgulhoso de todas essas conquistas Sidnei Rocha foi totalmente ‘paz e amor’ em seu último pronunciamento oficial para a imprensa francana, deixando escapar um lado pouco conhecido de sua personalidade política.

Ele revelou, inclusive, qual foi seu maior orgulho: 400km de recapeamento feitos na cidade, praticamente a distância de Franca a São Paulo. Claro que foi um trabalho importante e válido mencioná-lo nesse momento de transição em meio a vitórias e conquistas. Mas não se pode, nem nesses momentos, perder de vista os problemas. É preciso ter em mente que há muito a fazer. O governo que começa é de continuidade. Que ele continue as coisas boas, claro, mas que consiga ajudar a amenizar os problemas que afloram na saúde, na educação, na segurança pública...

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