O avanço da confecção


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A diversificação da economia francana já é uma realidade inconteste. Para além do comércio e dos serviços que cresceram substancialmente nas últimas décadas, também a indústria de confecção começou a despontar na cidade como uma nova força econômica, abrindo novos postos de trabalho e contribuindo para o desenvolvimento da região.

De acordo com dados da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, nos últimos três anos esse segmento cresceu 61%. Saiu de um total de 75 empresas, em 2009, quando empregava cerca de 750 pessoas, e chegou a 298 fábricas em 2012, nas quais emprega atualmente cerca de 1,3 mil trabalhadores.

Com uma produção focada em lingeries, mas que também passa por uniformes, moda fitness, roupas masculinas, infantis e femininas e também os conhecidos ‘plus size’, a moda de tamanho grande para os mais gordinhos, é possível perceber que o setor navega por um mercado crescente e promissor.

Para a cidade, obviamente, esse cenário é muito importante. Se bem trabalhado pelas lideranças políticas e empresariais da cidade, em pouco tempo esse setor poderia se unir ao forte setor calçadista da cidade para aos poucos construir uma nova identidade mercadológica para Franca. Sem deixar de ser um importante polo produtor de calçados, a cidade poderia aos poucos se transformar em uma referência nacional em termos de produção e criação de moda, de maneira geral.

Se nesse momento essa idéia pode parecer um absurdo, é sempre bom lembrar que os grandes sucessos empresariais também começaram pequenos, geralmente cercados de muita desconfiança. Trabalhar estrategicamente uma cidade para torná-la referência em determinada linha de negócio não é nada fácil, mas também não é impossível. Há cidades que se tornaram essencialmente estudantis ou aproveitaram seus recursos naturais e se tornaram especificamente turísticas. Há outras que estão se especializando em cuidar bem dos idosos, algo extremamente oportuno para o futuro que se aproxima.

Em termos de moda, Paris já foi sua capital, assim como Milão, na Itália. Nesse sentido, porque Franca não poderia ser? Talvez por conta de nosso complexo de vira-latas, como diria Nelson Rodrigues, um sentimento de inferioridade que nos sempre nos impediu de sonhar com voos mais altos, achando que isso só seria possível para países de primeiro mundo.

De qualquer forma, essa seria uma idéia apenas para o futuro, que precisaria inclusive do apoio de toda a sociedade, de institutos tecnológicos e também das universidades. No momento presente, cabe a esse setor olhar para o passado e aprender com os erros do setor calçadista para não repeti-los. Investir em tecnologia, treinar e desenvolver seus recursos humanos, implantar novas e modernas abordagens de gestão e buscar sinergia com concorrentes e outras empresas da cadeia produtiva seria no momento o mais importante para consolidar e impulsionar esse seu avanço.

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