Copinha com recorde de clubes; são 2.500 atletas participantes


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Silva Rossato, técnico esmeraldino, confia no elenco da Francana
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A maior Copa São Paulo de Futebol Júnior de todos os tempos começa hoje com o recorde de 100 clubes. São 2.500 atletas, 25 sedes e mais de 180 jogos, disputados em apenas 21 dias até o campeão ser conhecido no dia 25, aniversário da cidade de São Paulo, no estádio do Pacaembu.

A qualidade técnica do torneio, porém, não acompanha os números grandiosos. Entre os participantes estão times inexpressivos como Aquidauanense (MS), Guaicurus (MS), Tocantinópolis (TO), São Mateus (ES) e Espigão (RO). O inchaço chegou ao ponto de o Corinthians, atual campeão, disputar a competição com dois times O principal, sub-19, defenderá a “matriz”, enquanto que os atletas do sub-17 atuarão pela “filial” Flamengo, de Guarulhos.

Para tentar minimizar a decadência do nível técnico, a Federação Paulista de Futebol (FPF) resolveu mudar mais uma vez o regulamento e subiu de sub-18 para sub-19 a idade dos atletas. A alteração permitiu que jogadores que disputaram a competição no ano passado participem novamente do torneio ou que aqueles que já estavam no profissional voltassem para a base. Foi o que fez o São Paulo, que para tentar apagar o vexame de 2012, quando não passou nem da primeira fase, resolveu “descer” os profissionais Luiz Eduardo, Henrique Miranda, Lucas Farias, João Schmidt e Rodrigo Caio.

Há, no entanto, quem aposte em uma equipe basicamente de atletas sub-18. É o caso do Vasco. Sem dinheiro para grandes contratações e com a saída de diversos jogadores, a diretoria promoveu para o time adulto muitos garotos dos juniores. Assim, o técnico Sorato vai ter de administrar uma equipe formada quase que completamente por adolescentes recém-saídos do juvenil. “Do time que disputou a última Copa do Brasil (sub-20), oito já subiram para o adulto”, contou o treinador.

CRÍTICAS
Entre os clubes beneficiados pelo aumento de vagas está o Comercial – em relação ao ano passado a federação acrescentou quatro clubes no torneio. O time de Ribeirão Preto ficou sete anos fora da competição e retorna já na condição de sede (vai mandar seus jogos no estádio Palma Travassos).

O próprio coordenador de futebol do clube, o ex-goleiro Roberto Palmieri, no entanto, critica a quantidade de times do torneio. “Poderiam participar até 200 clubes, desde que tivéssemos mais tempo. O problema é que com tantos times na hora que afunila acabam ocorrendo muitas injustiças”, disse.

Vice-campeão em 2012, o técnico do Fluminense, Marcelo Veiga, ataca as condições das sedes. “É um exagero o torneio ser disputado em 25 cidades. Em muitos estádios o estado do gramado já é péssimo e piora ainda mais com as chuvas de verão. Se não bastasse tudo isso, os jogos são realizados justamente no horário que costuma chover mais só para atender às emissoras de tevê”, criticou.

De acordo com a assessoria de imprensa da Federação Paulista de Futebol, apenas o presidente Marco Polo Del Nero poderia falar sobre a competição, mas o dirigente está viajando.

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