Novembro: Dom Pedro despede-se de Franca


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INCÊNDIO - Bombeiros tiveram trabalho para debelar as chamas que atingiram duas fábricas de palmilhas, uma de sapatos e outra de leite
INCÊNDIO - Bombeiros tiveram trabalho para debelar as chamas que atingiram duas fábricas de palmilhas, uma de sapatos e outra de leite

Novembro começou com uma preocupação: o estoque de botijões de gás dos depósitos de Franca baixou drasticamente no dia 8, com a premissa de que poderia faltar o produto nos dias subsequentes. A causa, segundo os comerciantes, é o racionamento no fornecimento causado pela greve dos trabalhadores das empresas distribuidoras de gás em São Paulo, iniciada na última segunda-feira. Os francanos correram para garantir seus botijões e fizeram as vendas duplicarem. A greve se encerrou dias depois, mas chegou a faltar o produto em alguns depósitos da cidade

No dia 11, um evento de grande emoção. A última missa celebrada por Dom Pedro Luiz Stringhini como bispo de Franca deixou o Ginásio Poliesportivo cheio. Centenas de fiéis compareceram para se despedir do bispo da diocese. Foram 2h15 de celebração marcados pela emoção e muitas lágrimas. A cerimônia contou com a presença de todos os párocos da Diocese. “Está sendo a despedida mais difícil da minha vida.” Com esta frase, o bispo da Diocese de Franca Dom Pedro Luiz Stringhini resumiu o sentimento que vinha norteado seus últimos dois meses na cidade. Desde que recebeu a notícia, em setembro, de que seria transferido para a Diocese de Mogi das Cruzes, o bispo tenta se conformar com a ideia de deixar a região. Em sua última missa celebrada como bispo de Franca, Dom Pedro não aguentou e chorou.

O administrador de fazenda Paulo Sérgio Bernardes, 37, que morava no Sítio São Sebastião, às margens do quilômetro oito da rodovia João Traficante, entre Franca e Ibiraci (MG), foi assaltado em sua residência, sequestrado, executado e carbonizado na estrada de terra dos Andrades, entre Claraval (MG) e Cristais Paulista, no dia 19. No dia 27 o crime foi esclarecido: o lavrador Davi Ferreira, 31, morador em um sítio na João Traficante, entre Franca e Ibiraci (MG), teve a prisão preventiva decretada. Ele era suspeito de dois roubos em Minas Gerais. Com o apoio da DIG, os investigadores Jânio Diorato e Charles Brown o capturaram. O lavrador confessou os crimes. Os policiais, através da descrição dos crimes de roubo, desconfiaram que ele seria o autor do latrocínio e Davi confessou o crime. Disse ter queimado Paulo Sérgio porque ele mexia com sua mulher e o ofendia. Também disse não estar arrependido do crime.

Já no dia 20, um homem de 56 anos e seu filho de 24, moradores no Jardim Guanabara, viveram momentos de tensão e medo na madrugada de ontem, após ficarem reféns nas mãos de bandidos por mais de uma hora, na residência da família. Dois homens armados com revólveres renderam as vítimas ainda na entrada da casa, por volta de 0h30 de ontem, e agrediram o pai com uma coronhada e cortaram sua orelha com uma gilete. Levaram um veículo, eletrônicos e R$ 7 mil em dinheiro. O caso foi registrado no Plantão Policial e será investigado na DIG (Delegacia de Investigações Gerais). No Jardim Martins, bandidos aproveitaram a ausência da moradora e fizeram o “limpa” em uma casa.

Na noite do dia 21, um incêndio de grandes proporções consumiu duas fábricas de palmilhas, uma de sapatos e outra de leite na Vila Nicácio, no galpão onde funcionava a antiga Calçados Soberano. A suspeita é de que o fogo começou em uma máquina de prensar sapatos. Uma pessoa ficou ferida. Quem chegava ao quadrilátero formado pelas ruas Torquato Caleiro, José de Alencar, Evangelista de Lima e Diogo Feijó logo era orientado pela Polícia Militar a abrir espaço. Muitos curiosos e moradores de ruas próximas dificultavam a passagem dos quatro caminhões do Corpo de Bombeiros. Cerca de 15 famílias moradoras na quadra onde ocorreu o incêndio tiveram de deixar suas casas. O incêndio, cujas labaredas atingiram de 15 a 20 metros de altura, foi controlado por volta das 23h30. Os bombeiros deixaram o local por volta da 1 hora da madrugada seguinte.

O final de semana de quatro jovens terminou em tragédia à 1h17 no dia 27. O vendedor autônomo Túlio Átila Aragão Gomes, 25, que morava no bairro São José, morreu depois de perder o controle do Astra prata, ano 2005, que dirigia na avenida Eliza Verzola Gosuen, na Vila Scarabucci, em frente à escola estadual “Ângelo Scarabucci”, e capotar várias vezes. Um latrocínio – roubo seguido de morte – abalou Rifaina na manhã do dia seguinte. O diretor de escola aposentado Walmilon Jacintho Xavier, 68, morador na rua Bento Sebastião, na Vila Alzira, foi morto com a pancada de um objeto contundente na cabeça, dentro da sala de sua residência, e teve seus dois carros – um Agile prata e uma Montana vermelha – levados. Policiais civis buscaram, em Sacramento, o auxiliar de serviços gerais HET, 19, morador na cidade mineira e que foi detido com a chave do Agile na mão, próximo ao carro. À reportagem, ele disse que comprou o carro por R$ 200 de dois rapazes. A Montana vermelha foi localizada pela manhã, em Buritizal. Dois adolescentes estavam no veículo e se envolveram em um acidente de trânsito. Eles também foram conduzidos para a delegacia de Rifaina e confessaram o crime.

E no dia 28, o desaparecimento do pintor desempregado Renato Borges da Penha, 42, que morava no Jardim Aeroporto III, teve um desfecho trágico. O corpo do homem foi encontrado nos fundos do Jardim Santa Bárbara, em decomposição. A polícia não soube precisar se a morte foi provocada por violência ou causas naturais. Um braço da vítima estava a cerca dez metros. O crânio, um pouco mais perto.
 

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