Ele é representante comercial, mas se apresenta como corintiano. Com a felicidade estampada no rosto mesmo duas semanas após o título do clube do coração em Yokohama, no Japão, Marcos de Moura Leite, 37, o Quinho, segue em ritmo de festa. Ele relembrou ao Comércio da Franca como foi torcer in loco pelo Corinthians no Mundial de Clubes da Fifa e ter o ex-jogador Vampeta como cicerone de seu grupo em território japonês.
“Daqui de Franca fomos em uns dez torcedores. O Vampeta é realmente uma alegria a parte. Foi uma festa fantástica, principalmente após o jogo do título em Yokohama. Só saímos do estádio quando os japoneses pediram muito educadamente por nossa retirada. Caso contrário continuaríamos lá até agora”, comentou. Quinho explicou ter gasto R$ 10 mil para realizar o sonho de acompanhar o Timão e testemunhar o que considera ser um dos maiores títulos da agremiação. “Foram nove dias e oito noites, com escala de dois dias em Amsterdã, na Holanda, durante a ida. No Japão, me surpreendi com o grande número de corintianos. O auge foi na final. Em Yokohama encontramos corintianos de tudo quanto é lugar: do Japão, da China, Filipinas, Austrália, Indonésia e vários oriundos da Europa. Nem a baixa temperatura, média de 3 graus celsius, atrapalhou”, afirmou.
Sua única reclamação foi quanto ao fuso horário de 12 horas. “É muito ruim mesmo”, confirmou. Nem a diferença no cardápio foi motivo de insatisfação. Na verdade, acabou originando muitas histórias para contar. “Comemos um rodízio de sopa onde encontramos sopa de molusco, lula e barbatana de tubarão. Eu não aguentei e fiquei apenas nesta última, cujo peixe havia sido pescado no Oceano Índico. O gosto? Macarrão queimado. Alguns tiveram de recorrer ao sal de frutas para se recuperar a variedade gastronômica”, explicou.
Sem querer citar qual jogador foi melhor em campo, Quinho já sabe qual o próximo objetivo: vencer a Libertadores novamente e ir para o Mundial previsto para acontecer no Marrocos em 2013. “Será mais fácil, pois é mais perto. Vamos rumo ai bi e a Fiel vai invadir novamente um país”, finalizou.
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