Finalmente o aeroporto de Franca poderá voltar a receber voos comerciais regulares ainda em 2013. Depois de algumas obras recentes que fizeram adequações na pista de rolamento, ampliaram o pátio para aeronaves, construíram um turn around na pista de pouso (área para manobra dos aviões) e construíram um novo estacionamento para os carros, agora o Governo do Estado de São Paulo autorizou as obras de ampliação e reforma do terminal de passageiros, que passará de 600 para 1,4 mil metros quadrados e terá salas de embarque e desembarque separadas, áreas para check in das companhias aéreas e instalação de esteiras transportadoras de bagagens.
Essa notícia, confirmada pelo Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo) na semana passada, é muito importante para a cidade. Mesmo considerando que ainda não existe nenhuma companhia confirmada para operar os voos que encurtarão as distâncias entre Franca e os principais centros econômicos do país, não há como deixar de comemorar o início dessas obras que serão cruciais para consolidar o crescimento experimentado pela economia da cidade e da região nas últimas décadas.
Com certeza, a chegada de voos regulares à cidade será apenas uma questão de tempo, pois não existe lógica em se investir tanto dinheiro no transporte aeroviário de uma cidade do porte de Franca sem que haja interesse por parte das companhias que operam nesse mercado.
Se considerarmos que a Azul, a principal candidata a operar os voos a partir de Franca, já voa para cidades como Araçatuba e Marília, que segundo o IBGE têm PIB (Produto Interno Bruto) e população menores do que Franca, porque ela não começaria a operar por aqui também, já que temos um setor de serviços em plena expansão, uma indústria que tem se diversificado a passos largos, apresentando ramificações em todo o país, e uma quantidade razoável de cidadãos sedentos para ganharem tempo em suas viagens? Porque ela deixaria escapar uma quantidade tão grande de empresários que se desloca constantemente para São Paulo e várias outras capitais brasileiras, assim como outros que veem para Franca partindo de vários pontos do país?
Será que o desinteresse por Franca e região seria decorrente de uma falha das próprias empresas ao não considerarem os embarques dos cidadãos de nossa região no aeroporto de Ribeirão Preto? Seria a falta de uma política mais incisiva por parte do poder público municipal junto às companhias aéreas e ao governo do Estado? Ou seria uma característica de nossa cultura empresarial que não percebe a importância de se insistir no desenvolvimento de nosso aeroporto, preferindo as viagens rodoviárias ou a baldeação em Ribeirão Preto?
Obviamente, essas questões só poderão ser respondidas quando o aeroporto finalmente estiver pronto e quando houver alguma empresa operando a partir de Franca.
De qualquer forma, porém, é estranho que o aeroporto tenha demorado tanto.
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