A rotina de confusões, violência e crimes da rua Vicente Richinho, que concentra duas boates e virou “point” de jovens aos finais de semana, ganhou apenas mais um capítulo. Num caso anterior, dois jovens foram espancados e assaltados na madrugada do dia 30 de novembro, após saírem de uma boate. Os agredidos eram gays assumidos e a suspeita é de que a motivação era homofóbica.
Segundo o designer de interiores de 21 anos, morador na região central, ele saiu de uma boate e conduzia um Fiat Palio pela avenida Wilson Sábio de Melo quando foi fechado por dois carros, sendo um Gol prata e o outro não identificado. Cerca de dez homens desceram dos veículos e os agrediram com chutes e socos, além de depredarem o Palio e levarem pertences.
No começo do mês passado, quem experimentou a fúria dos jovens foi o taxista WMS, 43, do bairro Quinta do Café, que teve seu carro, uma Palio Weekend cinza, depredado. O taxista foi arrancado do interior do carro à força e agredido com pedaços de pau por dezenas de jovens, próximo à boate Club Lottus. A polícia deteve 13 suspeitos de envolvimento na confusão, mas ninguém ficou preso.
Os recentes confrontos fizeram a Polícia Militar reforçar o patrulhamento nos postos de combustíveis e ruas do Distrito Industrial. Entre os dias 9 e 11 deste mês, viaturas do setor de Trânsito e da Força Tática monitoraram as principais avenidas de acesso - Wilson Sábio de Melo e Severino Tostes Meirelles -, através de blitze. Desde então, até o episódio de ontem, nenhuma balbúrdia havia sido registrada.
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