Faltando poucas horas para a celebração do Natal, vamos preparar o coração para receber o autor da festa: Jesus!
Reunidos para a Eucaristia dominical somos conduzidos pela Palavra de Deus que se encarrega de dizer: Jesus está entre nós. Meditemos sobre os trechos da Sagrada Eucaristia reservados para hoje e que são Miqueias 5, Hebreus 10 e Lucas 1.
PRIMEIRA LEITURA — MIQUÉIAS 5
No tempo de Miquéias a situação política, social e econômica de Israel era calamitosa. O rei Ezequiel é um bom homem, mas suas qualidades administrativas eram muito limitadas e aqueles tempos eram muito críticos para um homem fraco como ele. Nessa situação complicada, Miquéias pronuncia sua profecia: da pequena vila de Belém, da antiquíssima família de Éfrata, está para surgir o “Dominador de Israel”.
Há trezentos anos, descendentes de Davi detiver o poder, mas só provocaram desastres, oprimiram o povo e o reduziram à miséria. O Senhor, porém está prestes a intervir, “aquela que tiver que dar à luz, dará à luz” e da descendência de Davi terá início um novo reino.
A quem se referia Miquéias? Com certeza ele estava pensando num rei deste mundo, mas Deus realizou a sua profecia infinitamente além de qualquer expectativa humana. Deixou passar mais setecentos anos e, de uma mulher, Maria, fez nascer o anunciado filho de Davi. Este filho, Jesus, nós o sabemos, não foi orgulhoso e arrogante como os seus antepassados, mas cumpriu o que está escrito na segunda parte da leitura: foi um bom pastor que guiou Israel com a “força do Senhor” e deu início ao mundo novo, o mundo no qual os homens podem habitar com segurança nas suas casas, o mundo no qual a paz reina em todas as partes, até os confins da terra.
As palavras de Miquéias são convite à esperança. A humanidade está à espera de futuro de justiça e de paz,entretanto, se quisermos que esta salvação se manifeste, devemos negar a nossa adesão aos caminhos dos homens.
SEGUNDA LEITURA — HEBREUS 10
No trecho da Carta aos Hebreus que nos é proposto hoje, encontramos as palavras proferidas por um homem que no templo agradece a Deus por ter sido libertado de uma doença mortal. Disse ele: “Eu sei, Senhor, que tu não recebeste com agrado o perfume do incenso, nem o holocausto das carnes dos carneiros imolados no altar; outra coisa eu te prometo: cumprir sempre a tua vontade, pois sei que isto te agrada”.
O autor da Carta aos Hebreus continua dizendo que Cristo cumpriu em si mesmo as palavras deste salmo. Ele não ofereceu nenhum sacrifício material, mas disse ao Pai: “Eis que venho para fazer a tua vontade”. Assim aboliu o antigo regime e estabeleceu uma nova economia. No tempo do Advento é necessário pensar se oferecemos o “sacrifício do coração”, para Deus, ou apenas, sacrifícios passageiros!
EVANGELHO — LUCAS 1
O texto do Evangelho de Lucas pertence aos relatos do nascimento e da infância de Jesus e mostra seu significado no plano divino da salvação. Maria crê na promessa de Deus, anunciada pelo anjo Gabriel. Dirige-se, apressadamente, à região montanhosa da Judeia para visitar e servir Isabel que estava grávida. A cheia de graça entra na casa de Zacarias, aquele que foi lembrado por Deus, e cumprimenta Isabel.
As duas mães agraciadas se encontram para louvar e agradecer a ação libertadora do Senhor em suas vidas e na vida do povo. O encontro delas torna-se, também, o do precursor com Jesus. João, chamado por Deus desde o ventre materno, como os antigos profetas, exulta de alegria diante da presença do Salvador. A alegria do precursor sinaliza o cumprimento das promessas de Deus em Jesus, o Messias.
A força do Espírito capacita Isabel a bendizer o Senhor com palavras que recordam a libertação do povo: “Bendita és tu entre as mulheres e Bendito é o fruto do teu ventre”. Maria é bendita entre todas as mulheres, porque carrega dentro de si o Filho de Deus. Ela é como a arca da aliança, portadora da presença salvífica do Senhor, para o povo. Maria é bem-aventurada porque acreditou no anúncio do anjo e acolheu a vontade de Deus: “Feliz aquela que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido”. É feliz porque crê na força eficaz da palavra de Deus, colocando-se em suas mãos como serva fiel. Assim, ela aparece como modelo no caminho do discípulo.
FIM DE ANO NA CATEDRAL
NATAL
Dia 24 de dezembro missa às 21 horas.
Dia 25 de dezembro missas às 7 horas, 10 horas, 19 horas.
ANO NOVO
Dia 31 de dezembro missa às 21 horas.
Dia 01 de janeiro missas às 9 horas, 10:30 horas e 19 horas.
José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br
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