Setor de confecção de Franca avança e chega a 300 fábricas


| Tempo de leitura: 2 min
As cunhadas Rosimeire Carvalhaes e Susilei Carvalhaes mostram peças produzidas na Dellyru’s
As cunhadas Rosimeire Carvalhaes e Susilei Carvalhaes mostram peças produzidas na Dellyru’s

Um mercado crescente e promissor. É assim que pode ser definido o setor de confecções em Franca, conhecido principalmente pela produção de lingerie. Dados da Secretaria Municipal de Desenvolvimento apontam que, nos últimos três anos, esse segmento cresceu 61%. Saiu de 75 empresas em 2009 para 122 e, se considerarmos toda a indústria têxtil da cidade, esse universo é ainda maior e chega a 298 fábricas e mais de 1,3 mil funcionários. Antes, o volume de empregados no setor não passava dos 750.

Mais do que produzir conjuntos de sutiãs, camisolas, pijamas e cuecas, a cidade tem confecções de uniformes, moda fitness, infantil, masculina e feminina, até mesmo nos tamanhos grandes mais conhecidos como “plus size”. Há inclusive na cidade empresas com mais de 15 anos nesse mercado (leia texto nesta página).

As cunhadas Susilei Gueles Carvalhais e Rosemeire Pereira Carvalhais são novatas na produção de roupas íntimas. O negócio surgiu da experiência que Susilei tinha na terceirização de camisetas e começou em casa. Atualmente, a marca Dellyru’s funciona em um dos boxes da Incubadora de Empresas, conta com seis funcionários e produz em média 70 conjuntos dia. “Por já trabalhar com costura resolvi montar minha própria confecção de lingerie. Logo a produção deu certo, o cômodo de casa ficou pequeno e foi preciso contratar mais gente”, diz a empresária, que vende seus produtos no atacado e varejo em Franca e cidades vizinhas.

Outro exemplo do crescimento do setor é o da empresa montada pela representante comercial Aneide Palma de Oliveira. Conhecedora do mercado, por ter trabalhado com venda de lingeries, ela começou a perceber uma alta demanda por peças de fitness e criou neste ano a Ópera de Pano. A fábrica ainda tem pouco tempo de atuação, mas já possui planos ambiciosos. “Vamos começar 2013 com uma produção de 600 peças por mês, mas a intenção é avançar para mil peças.”

Para o economista da Secretaria de Desenvolvimento, Deyvid Silveira, o crescimento do setor é justificado pelo apoio recebido da Prefeitura e pelas facilidades obtidas através do MEI (Microempreendedor Individual). “Em 2009, quando foi criada a secretaria, percebemos que esse setor necessitava de apoio. Então resolvemos fomentar e fortalecer essa indústria.” De acordo com os números da secretaria, o setor ainda é pequeno, se comparado ao tamanho do polo calçadista, mas cresce em volume de trabalhadores de 10% a 12% ao ano.

“Não só o segmento de lingerie avança, mas também a produção de uniformes, fitness, tecidos e malharia.”

Segundo o professor do curso de design do Senai Franca Valdir Guerra, a confecção começou a ganhar força na cidade por ser uma alternativa natural do calçado e não precisar de altos investimentos.

“É um negócio viável para pequenos capitais e possui um mercado com grande rotatividade. Basta comparar quantos sapatos você compra por ano com a quantidade de lingerie, cuecas e outras roupas”, disse o professor.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários