Origens da festa chamada Natal


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Na Antiguidade, romanos trocavam presentes em honra a Saturno em festa hedonista
Na Antiguidade, romanos trocavam presentes em honra a Saturno em festa hedonista

No ocidente, temos o Natal como a principal festa do cristianismo, mas nem sempre foi assim. Séculos após a morte de Jesus Cristo não havia Natal, nem qualquer celebração em seu nome, pelo simples e intransponível fato de que não se sabia a data de seu nascimento. Em verdade, tampouco o sabemos hoje: fato insignificante diante da enorme fé que toda uma face do planeta Terra lhe dedica.

É curioso que muito antes de Jesus Cristo ter nascido já houvesse celebrações que induziam à comilança e à bebedeira. O ponto de partida para as comemorações ao final de dezembro parece ter sido o solstício de inverno no hemisfério Norte. Por volta de 21 de dezembro, desde milhares de anos atrás, os povos da antiguidade comemoravam o início do inverno. A passagem marcava o início de tempos difíceis, por isso, e antes dele, na noite mais longa do ano, era melhor comemorar enquanto se podia.

Por exemplo, para o povo celta, o solstício do inverno representaria um enorme desafio que colocava em dúvida a própria existência até o próximo ano. Por isso, na noite mais longa do ano, havia sempre um grande banquete de despedida, ao qual se seguiam diversos dias de festa.

Tal hábito esteve presente na vida da maior parte do povo europeu. Dizem que se aproveitava a necessidade do abate de muitos animais antes da chegada do inverno a fim de se economizar com a alimentação deles. E o que fazer com tanta fartura? Uma grande festa! Para muitas pessoas, esse início de inverno era a única época do ano em que se via carne fresca e abundante na mesa. E, para completar a alegria, a cerveja e o vinho produzidos durante o ano estavam fermentados e prontos para o consumo.

Já os romanos, na antiguidade, acharam de homenagear Saturno e criou-se a “saturnália” entre os dias 17 e 23 de dezembro, justamente porque marcava o início do inverno e o descanso merecido que a terra agricultável esgotada merecia. Nos últimos dias de festa trocavam-se presentes em honra a Saturno. Era uma festa hedonista, período de comida e bebida abundantes, que colocava a ordem social romana de cabeça para baixo, já que era uma festa pagã.

Roma foi gloriosa, conquistou um mundo inteiro, e como todo conquistador é também contaminado pelos conquistados, com o tempo, à medida que as tradições romanas iam sendo “contaminadas” pelas tradições orientais, trocaram a saturnália pelo deus Mithras. E dá-lhe comida e bebida em honra do novo rei.

Mithras, o deus do bem, criador da luz, protetor dos justos, agia como mediador entre a humanidade e o Ser Supremo. Ele encarnou-se para viver entre os homens e, enfim, morreu para que todos fossem salvos. A adoração pagã a Mithras transformou-se num inconveniente cristão para os novos padrões de Roma, por isso, em 274 d. C., o Imperador Aureliano proclamou o dia 25 de dezembro, como Dies Natalis Invicti Solis - dia do nascimento do Sol Invencível, o maior feriado de Roma, comparável ao Carnaval brasileiro.

E um século mais tarde, para conter o culto a Mithras, a Igreja Católica, por um decreto do papa Júlio I, adotou o 25 de dezembro como a data do nascimento de sua estrela maior, Jesus de Nazaré. Estava estabelecido o Natal, que substitui o dia do nascimento do Sol Inconquistável, pelo nascimento do Cristo Salvador.

E continuamos a beber e a comer em abundância, e também trocamos presentes.

Boas Festas!


Dica da semana

Bolinho de bacalhau, penso, é meio como batata frita, reina absoluto no trono das preferências nacionais.

Devem existir milhares de receitas para se ter aquele croquete crocante por fora, úmido por dentro, repleto de sabor. Existem alguns segredinhos que fazem muita diferença no resultado final, principalmente para evitar aquela aparência mole e encharcada de gordura que pode pôr tudo a perder.

Passo a vocês umas dicas dadas pela colunista Nina Horta. De tão boas, Nina chama as dicas de definitivas, ou seja, você não fará nada melhor.

Depois de deixar o bacalhau de molho, deve-se desfiá-lo com um garfo. Num pano de prato coloque o bacalhau desfiado depois o enrole. Faça uma bola e com a mão esfregue o bacalhau, esfregue-o e esfregue-o até que fique fofo e se pareça com algodão doce.

A batata deve ser passada no processador manual, jamais batida. E o ovo da receita deve ser adicionado separado: gema e clara. A clara em ponto de neve deve ser adicionada por último à massa, de forma delicada e com as mãos.

O resultado de sua massa deve ter aquele ponto de pingar com a colher - se for o caso, ponha um pouco mais de clara. E o óleo deve estar bem quente, mas não fervendo. E, depois que misturar a clara de ovo, deve-se fritar o bolinho imediatamente.

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