O ano está terminando e o que não falta são previsões sobre como as mídias sociais, especialmente Facebook e Twitter impactarão a vida dos consumidores e empresas em 2013.
Fenômeno na Internet e nos smartphones, as redes sociais ainda provocam enorme curiosidade sobre seu funcionamento, alcance e futuro, sem mencionar o tabu que ainda é para alguns, principalmente micro e pequenos empresários.
Dada a velocidade com que as mudanças ocorrem no meio digital e a inquieta demanda por novidades, é quase impossível prever que destino terão. Aqui, creio que o mais importante não seja saber exatamente o futuro desta ou daquela plataforma, mas sim entender que vivemos tempos de sociedade em rede. Nada mais está desconectado, distante ou indiferente.
Teorias sobre marketing e comunicação não são mais verdades absolutas. Engessadas, essas teorias levam muito tempo para serem implementadas e, quando são, muitas vezes já estão obsoletas.
Vivemos a era da prática e das relações dinâmicas. Sai muito na frente quem hoje é mais rápido na condução de estratégias e consegue mudar a direção sem entraves, e, neste quesito, às micro e pequenas empresas têm uma boa vantagem sobre as grandes por terem mais agilidade nos eventuais ajustes de rota.
Temos uma geração de distraídos ávida por informações e novidades, conectada praticamente 24 horas por dia. Este cenário certamente não mudará nos próximos anos e aí está o grande desafio do empresário: como atrair e manter esse consumidor interessado em seu produto e tê-lo como aliado e disseminador da sua marca? Há alguns anos costumava-se dizer que um cliente, falando bem ou mal de uma empresa, influenciava 10 pessoas.
Hoje, com o boca-a-boca virtual, esse número chega à casa das 200 pessoas. Portanto, é inadmissível não considerar a importância e, até mesmo, a obrigatoriedade da atuação nas plataformas digitais.
Ainda pouco se sabe a respeito da melhor forma, e a mais efetiva, de atuar nas mídias sociais. Entretanto, uma das lições aprendidas neste 2012 é que as mídias sociais não devem ser usadas apenas para fazer branding.
O consumidor deseja especialmente relacionar-se com as marcas de sua preferência, procura atendimento rápido e eficaz e não admite esperar um dia por uma resposta de e-mail. Daí, concluímos que, sim, possuímos ferramentas online para nos comunicar, mas sempre seremos pessoas lidando com pessoas e a melhor maneira de cativá-las é tratando-as como únicas.
Pequenas redes sociais como a nextdoor.com estão sinalizando uma tendência capaz de transformar o cenário digital de forma ainda mais poderosa.
A ideia é ‘arrebanhar no online para realizar no offline’, ou seja, extrair das bandeiras levantadas nas redes, atitudes e ações na vida real, a fim de promover melhorias na sociedade.
Talvez seja essa a maior aposta quanto ao destino das mídias sociais: torná-las uma aliada não só para divulgar, mas, principalmente para construir de fato uma relação equilibrada entre deveres, responsabilidades e direitos. Afinal, não é esse um desejo para um mundo melhor?
Acácia Lima
Jornalista, diretora da YellowA, agência especializada em mídias sociais
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