Nesta época de festas natalinas, quando as famílias católicas armam o presépio em suas casas, e alguns comerciantes nas vitrines de suas lojas, vemos os Reis Magos sobre dromedários, chegando à gruta onde nasceu Jesus Cristo, e trazendo presentes ao Menino Jesus: ouro, incenso e mirra. O dromedário, desde muito tempo, serve ao homem dos países árabes como meio de transporte. Eles são muito resistentes, alimentam-se até de capim seco e aguentam dias sem água, porque seu organismo foi habituado a suportar altas temperaturas e regiões de pastagens escassas. Ou seja, é um animal do deserto.
O dromedário distingue-se do camelo pela presença de apenas uma corcova, contra duas do último. A corcova do dromedário não é composta de água (ao contrário da lenda popular), mas sim de gordura acumulada pelo animal em períodos de alimentação abundante, gordura esta que lhe permite sobreviver em condições de escassez. A água é acumulada em sua corrente sanguínea, onde seus glóbulos vermelhos podem aumentar em até duzentos e cinquenta por cento seu volume para acumulá-la.
Outras adaptações à vida no deserto incluem uma pelagem esparsa e suave que permite refrigeração, variando do branco-sujo ao bege-claro ou castanho-escuro; patas de base larga, com uma área que impede que se enterrem na areia; longos cílios que protegem os olhos durante tempestades de areia.
A população de dromedários vem se reduzindo no Oriente Médio, onde vive domesticado. O único local do mundo onde ainda restam populações selvagens é nas zonas áridas da Austrália, que têm condições de clima e paisagem relativamente semelhantes. Os dromedários australianos são descendentes de animais introduzidos pelos pioneiros que exploraram o centro do país e depois passaram ao estado selvagem. O dromedário foi domesticado como meio de transporte, à semelhança do cavalo. Na Arábia Saudita e no norte da África os dromedários são montados com a rahla, uma sela especial adaptada às características do dorso.
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