Carro capota, bate em portões e para em 2 rodas na Cidade Nova


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PM examina Fiat Uno que ficou apoiado em duas rodas no portão de residência da rua Álvaro Abranches, na Cidade Nova, após ser atingido na lateral por um Ford Fiesta; barulho assustou toda a vizinhança
PM examina Fiat Uno que ficou apoiado em duas rodas no portão de residência da rua Álvaro Abranches, na Cidade Nova, após ser atingido na lateral por um Ford Fiesta; barulho assustou toda a vizinhança

Um capotamento no cruzamento das ruas Álvaro Abranches e Major Mendonça, na Cidade Nova, mexeu com a memória dos moradores da região, por volta das 8 horas de ontem. Eles lembraram dos graves e muitos acidentes que presenciaram ou foram vítimas desde que residem ou trabalham no local. No acidente de ontem, segundo a polícia, um motorista atravessou a parada obrigatória e atingiu outro veículo. Um dos carros parou, em duas rodas, nos portões de duas casas. A imprudência é apontada pelas testemunhas como a grande causa dos acidentes.

Logo no início da manhã, o vendedor Maikon Henrique de Oliveira, 24, colocou sua filha de um ano e oito meses na cadeirinha de segurança do banco traseiro e saiu com seu Fiat Uno cinza em direção à residência da sogra, onde deixaria a criança para ir trabalhar. Os planos foram interrompidos quando o rapaz passava pela Álvaro Abranches. No cruzamento, foi atingido pelo Fiesta preto do representante comercial Anselmo Roloff, 40, morador no São José, que descia pela Major Mendonça e disse à polícia que seguiu porque viu o trânsito livre. Acertou em cheio o Uno.

Atingido na lateral traseira, o Fiat Uno rodopiou, capotou uma vez e parou na contramão, em cima da calçada, com duas rodas em dois portões de casas. O café da manhã da sapateira Aparecida Sueli Teixeira, 61, foi interrompido pelo forte barulho em sua porta. “Foi um estrondo, a coisa mais feia. Largamos tudo e saímos correndo. pensamos que tinha gente ferida.” A sapateira encontrou o vendedor chorando e tremendo, preocupado com sua filha, que estava bem. “Toda vida foi perigoso (o cruzamento). Já fizemos abaixo-assinado por semáforo e nada. A gente desanimou”, lamentou Aparecida, que mora no local há 58 anos.

A manicure Aparecida da Graça Lemos, 49, que mora em frente a casa atingida pelo Fiat Uno, viu tudo de perto, de sua garagem. “É imprudência de quem está descendo. Eles não respeitam o pare”, afirmou. O capotamento fez a mulher lembrar das duas vezes em que o carro do marido, estacionado, foi atingido em frente a casa. “Uma vez bateram nele e quase entraram na nossa garagem”, contou.

O açougueiro Felipe Melo Mendes, 23, que também mora próximo, disse que, há 15 anos, a casa de carnes da família, que era do lado oposto ao acidente de ontem, foi invadida por um automóvel. “Um carro veio descontrolado, não conseguiu virar e entrou no açougue. Quebrou todo o balcão. Graças a Deus não machucou ninguém”, disse.

O trabalho da polícia no local, ontem, durou mais de três horas. A Polícia Científica deve esclarecer as causas do acidente através de laudo. O caso foi registrado no 1º Distrito Policial. Maikon, em estado de choque, foi medicado no pronto-socorro “Dr. Álvaro Azzuz”. A criança foi levada pelo Resgate no Corpo de Bombeiros, por precaução, para o Hospital Regional, onde ficou em observação.

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