Demissões no setor calçadista despencam


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Sapateiros são atendidos no sindicato da categoria: demissões e férias coletivas devem ser comunicadas à entidade
Sapateiros são atendidos no sindicato da categoria: demissões e férias coletivas devem ser comunicadas à entidade

As empresas do setor calçadista reduziram o número de demissões neste final de ano em comparação com igual período de 2011. E a grande maioria também não concederá férias coletivas. É o que revelam números divulgados nesta semana pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Calçados do Município de Franca.

Os dados divulgados pelo sindicato apontam para uma redução de 70% no número de demissões em dezembro deste ano, quando comparado a igual período de 2011. A redução ultrapassa os 90% na comparação com 2010, considerado o último pior ano para os empregados do setor calçadista. “Os demitidos neste ano não devem passar de 2.000, o que representa menos de 7% dos 30 mil trabalhadores das indústrias de calçados”, revelou Fábio Cândido, presidente da entidade.

Para Cândido, este é um sinal de recuperação do nível de atividade do setor. “O aquecimento do mercado interno, aliado a uma série de benefícios concedidos pelos governos federal e estadual, garantiu a manutenção dos empregos.”

O presidente do sindicado disse que o número de demitidos seria ainda menor se não fosse uma antiga cultura de alguns empresários. “A maioria dos demitidos são de empresas que, culturalmente, todos os finais de ano, preferem zerar os passivos e iniciar o ano novo sem dívidas. Para a grande parte dos trabalhadores é interessante, porque recebem mais dinheiro, mas eles se esquecem que este período fora do mercado pode fazer falta na contagem do tempo para aposentadoria.”

FÉRIAS COLETIVAS
O reflexo da melhora do setor calçadista também é percebido no número de comunicados de férias coletivas. Por lei, as indústrias devem comunicar com 15 dias de antecedência a Delegacia Regional do Trabalho e o sindicato da categoria sobre a concessão do benefício de forma coletiva. Em 2010, cerca de 250 das mais de 420 indústrias calçadistas deram férias aos trabalhadores. O número diminuiu para 120 em dezembro de 2011. Neste mês, apenas 48 comunicaram paralisação das atividades pelo período de 10 a 20 dias.

“Os benefícios concedidos pelo governo, a exoneração da folha de pagamento, a redução do ICMS, a taxação do sapato da China, e agora da Malásia, e o aquecimento do mercado interno foram fatores fundamentais para o bom desempenho da indústria calçadista e esperamos que ele se mantenha no próximo ano”, disse o presidente do sindicato dos trabalhadores.

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