Em 4 dias, espetáculo de balé atrai 1.400 pessoas ao Teatro Municipal


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Isabela Leite e João Paulo Monteiro Dias dividem a cena em clássico 'A Bela e a Fera'
Isabela Leite e João Paulo Monteiro Dias dividem a cena em clássico 'A Bela e a Fera'

As apresentações da escola de dança Raquel & Camilla Ballet levaram ao Teatro Municipal muita cor, luz e ação entre as últimas sexta (14) e segunda-feira (17). Cerca de 1.400 pessoas prestigiaram o espetáculo em que 210 bailarinos contaram ‘na ponta dos pés’ as histórias de A Bela e a Fera e O Corsário. “Esgotamos os ingressos de sábado e domingo”, revelou a cofundadora da escola, Camila Mendes, que, junto à sua sócia e irmã, Raquel Mendes, adaptou os dois contos para o espetáculo. “A Raquel e eu ficamos responsáveis pela adaptação do roteiro, mas contamos também com a ajuda dos professores”, completou.

O figurino foi bem alegre, diversificado e, o cenário, um show à parte. Viram-se no palco castelo, floresta, aldeia, oceano e convés reproduzidos sobre tecidos que desceram do teto ao chão. “Foi lindo, maravilhoso! Costumo vir sempre e esse ano foi muito bonito. O figurino foi muito bem feito”, afirmou o espectador assíduo Dilcinei Maranha. Mas, antes que tudo começasse e as cenas se organizassem diante dos olhos da plateia, o Comércio esteve nos bastidores. Correria, unhas roídas, energéticos ingeridos, retoque na maquiagem e profusão de vozes criaram uma vibração muito forte na coxia. A temperatura foi maior atrás da cortina vermelha que separava o elenco do público. Quando o pano subiu, os sorrisos largos disfarçaram toda a ansiedade de minutos anteriores. “Nos primeiros dias eu fiquei muito nervosa mas agora estou mais tranquila”, disse Ana Carolina Batista, uma das camponesas de A Bela e a Fera, enquanto esfregava as mãos tentando, aparentemente, se acalmar.

A pouca técnica e alguns tropeços das iniciantes - muitas com apenas 3 anos de idade -, não ofuscaram em nada o brilho da apresentação. Chegou a emocionar ver as pequenas buscarem em suas professoras - ocultas na lateral do palco-, segurança para seus passos. Isso em A Bela, porque em O Corsário, o ‘time’ escalado foi o mais experiente e chamou mesmo a atenção da plateia. “Estamos muito felizes porque tudo saiu como imaginamos. O público foi muito caloroso e houve muitos aplausos”, afirmou Camila. Além dos aplausos, outra manifestação corroborou o impacto do espetáculo no público. Em meio a um dos corredores que dividem as fileiras de cadeira do anfiteatro, uma garota que não devia ter mais que seis anos tentava reproduzir o que via no palco. Suas pernas se levantaram no ritmo da música e as pequeninas mãos arquearam-se sobre a cabeça. “Não é mesmo lindo?”, comentou alguém na fileira de trás.

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