O psicólogo especialista em trânsito Antônio Carlos Velasco, que dá aulas em auto-escolas de Franca, diz que o perfil dos condutores que se envolvem em acidentes de trânsito já é conhecido, e não muda de cidade para cidade. São jovens, geralmente do sexo masculino e que consomem bebidas alcoólicas. De acordo com o especialista, em Franca não é diferente. “Os números apresentados [pela PM] revelam que Franca é mais uma das cidades vítimas de um trânsito violento.”
Para Velasco, os motoristas formados em Franca recebem conhecimento suficiente para vivenciar o trânsito e não cometer deslizes, mas não conseguem colocar em prática o que aprenderam por vários motivos. “Um, por exemplo, não dá seta por displicência, o outro por imperícia, são situações que já são sabidas pelo condutor, e mesmo assim passam desapercebidas, negligenciadas”, disse o psicólogo.
A orientação é que, após se envolver em um acidente, a pessoa mantenha a calma para que o estresse da colisão não se transforme em discussão ou em tragédia. Para o psicólogo, é preciso políticas públicas para minimizar a dor dos envolvidos. “Seriam assistidos em um estágio supervisionado pelos profissionais do trânsito. Tudo isso com um intuito: humanizar o trânsito”, finalizou.
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