Preço do etanol sobe e litro já custa quase R$ 2 em Franca


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Faixa em posto da avenida Integração anuncia o álcool combustível a R$ 1,957: aumento em média de dez centavos
Faixa em posto da avenida Integração anuncia o álcool combustível a R$ 1,957: aumento em média de dez centavos

O preço do litro do etanol está mais caro em Franca. O combustível, que antes podia ser encontrado por até R$ 1,859 teve aumento médio de R$ 0,10 e chegou próximo dos R$ 2. A alta, segundo levantamento feito nos postos da cidade, foi repassada pelas distribuidoras e começou a ser aplicada nas bombas na última quarta-feira.

Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Esalq (Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”), a elevação no preço está atrelada à menor oferta de algumas usinas paulistas que já encerraram a moagem da safra 2012/13 e, agora, estão focadas na entrega de contratos.

O proprietário de postos de combustível Célio Rolzão disse que o aumento vem sendo praticado pelas distribuidoras há pelo menos uma semana, mas não foi repassado de imediato aos consumidores. “Recebi duas cargas com o preço novo e mantive o mesmo preço na bomba. É comum esperamos de três a cinco dias para depois transmitir o aumento. Um posto fica esperando o outro.”

O empresário explicou ainda que o reajuste nesta época do ano também tem ligação com o aumento da demanda pelo combustível e que novos reajustes não estão descartados. “O corte (da cana) terminou em muitas usinas e, com a proximidade da entressafra, é possível sim ocorrer mais aumentos.”

Com o preço do litro do etanol a R$ 1,959 em média, é aconselhável calcular qual o combustível mais vantajoso. A conta deve ser feita dividindo o preço do etanol pelo da gasolina. Se o resultado for menor ou igual a 0,70 o etanol é mais viável.

Para Marco Antônio Nascimento, presidente regional do Sincopetro (sindicato dos postos), subsede Franca, o reajuste no preço do etanol é “natural” em razão do fim da safra, mas pode provocar queda nas vendas e aumento no consumo de gasolina. “O movimento nos postos cai, pois abastecendo com gasolina o motorista demora mais para retornar.”

Em relação aos preços praticados por postos à beira de rodovia - onde os valores costumam ser inferiores -, Nascimento diz que eles são menores por uma questão de estratégia de vendas. “O forte desses estabelecimentos nas rodovias é a venda de diesel, dessa forma precisam diminuir a margem de ganho nos demais combustíveis para chamar clientela.”

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