Curso de Medicina da Unifran é alvo de quadrilha de golpistas


| Tempo de leitura: 2 min

O curso de medicina da Unifran (Universidade de Franca) foi um dos alvos da quadrilha de golpistas que atuava fraudando vestibulares em dez estados brasileiros. A informação foi divulgada ontem pela Polícia Federal, que investiga o caso. No total, 38 instituições de ensino tiveram seus processos de seleção fraudados no Brasil nos últimos 18 meses.

A quadrilha abordava os estudantes interessados em uma vaga no curso de medicina de instituições particulares e cobrava de R$ 5 mil a R$ 80 mil pela aprovação no vestibular. Para garantir o resultado, agia de duas formas. Na primeira, um integrante da quadrilha especialista em provas de vestibular se inscrevia no processo seletivo, realizava a prova e depois por meio de SMS, bluetooth, ponto eletrônico ou radiofrequência transmitia o resultado das questões para os estudantes que haviam contratado os serviços dos criminosos.

No segundo tipo de fraude, o estudante sequer aparecia no dia da prova. Um membro da quadrilha com documentos falsos fazia o exame no lugar do estudante. Segundo dados da polícia, mais de mil pessoas contrataram os serviços da quadrilha em dez estados.

O esquema foi desmantelado nesta semana. Cinquenta e uma pessoas foram presas, entre elas, diversos médicos.

Procurada ontem para comentar o caso, a direção da Unifran disse não ter conhecimento sobre a operação. “Não recebemos qualquer notificação da Polícia Federal até o momento”, disse por meio da assessoria de imprensa.

A universidade afirmou ainda que contratou a emprega Fundep, de Belo Horizonte, para realização do vestibular de seu curso de medicina e que a segurança das provas ficou a cargo da empresa. Procurada, a Fundep informou que o responsável por essa área não estava no prédio e que só retornaria ao trabalho nesta próxima segunda-feira.

A direção afirmou ainda que aguarda o comunicado da Polícia Federal para analisar quais medidas tomar. Mas adiantou que, se for comprovada a aprovação fraudulenta de algum aluno, deverão adotar as medidas cabíveis que podem resultar na expulsão do estudante.

A Polícia Federal informou que ainda não é possível saber quantos alunos se beneficiaram do esquema e que agora trabalha para identificá-los. Os alunos envolvidos responderão a processo criminal.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários