1962: o Brasil conquistou o Bi na Copa do Chile e os laços de amizade entre Franca e Araxá se estreitaram através dos esforços e iniciativas de João Traficante para aproximar as duas cidades, nem tão distantes assim, mas de vocações completamente diferentes. Espécie de embaixador francano na mineira cidade, por esforço dele hoje temos a rodovia Franca-Araxá batizada, inexplicavelmente, de Cândido Portinari. A estrada que liga Franca a Ibiraci é que se chama João Traficante, talvez por ligeiro descuido dos nobres vereadores de então.
Por convite (e insistência) de João Traficante saiu de Franca delegação de jovens rapazes para assistir ao desfile no qual se escolheria a mais bela araxaense que iria, mais tarde, participar do concurso de Miss Minas Gerais, em Belo Horizonte. O local do evento era o luxuoso cartão de visitas da cidade mineira, o Grande Hotel do Araxá, o que justifica o esmero dos trajes dos mocinhos. Até concurso de miss, naquela época, exigia terno e gravata além do que era noite de gala e o vice-governador paulista Porfírio da Paz, nascido no Araxá, estava presente. Pela estrada poeirenta e cheia de buracos, foram em dois carrões: na Bel-Air, de cair o queixo, do pai de Clóvis Meneghetti, e no Ford preto, quatro portas, do pai do Adib. Esticaram a noite na Churrascaria Moquém, que ainda funciona no mesmo endereço, cenário da foto. Tomaram, imitando Elizabeth Taylor, whisky com guaraná., com bastante gelo. Fumavam também, porque não era politicamente incorreto. A foto mostra, da esquerda para a direita: Joel Pardo, Deoclécio Diniz, Ademarzinho Polo, Clóvis Meneghetti, Adib Bachur, Ronaldo Haddad e Robertinho Melani, que guardou a foto e contou a história.
(Lúcia H. M. Brigagão)
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