A paixão que cresceu de mãos dadas a um menino e seu avô nos anos 90 virou hoje profissão nas lentes fotográficas do francano Gustavo Andrade. Gustavo tem apenas 22 anos e conseguiu em sua primeira exposição chamar a atenção de mais de 300 pessoas durante a Noite do Escritor Francano, ocorrida no dia 10 de novembro. No saguão do Senai, 32 fotografias desciam do teto à altura dos olhos retratando acontecimentos do dia-a-dia que, muitas vezes, escapam à nossa percepção. O nome da mostra era seu próprio tema: Cotidiano. O dia a dia motiva seu criador desde a infância. “Gosto de sair andando pelas praças e ir fotografando”, revelou Gustavo. “Desde pequenininho eu gosto disto. Meu avô sempre fotografou e acabei acompanhando.”
O que era hobby criou raiz e no início deste ano quando, mesmo dedicando-se ao curso de Direito na Unifran, Gustavo encontrou tempo para se profissionalizar na fotografia.
Comércio da Franca - Como você se aproximou da fotografia?
Gustavo Andrade - Gosto de sair andando pelas praças e ir fotografando. Desde pequenininho eu gosto disto. Meu avô ( José Luiz da Costa Ribeiro, veterinário aposentado) sempre fotografou e acabei acompanhando. Ele comprava equipamentos bons, analógicos ainda. Sempre investiu mas como hobby. Eu via aqueles equipamentos e dizia: “ah! Esse aqui é o que eu gosto”, só que eu nunca tinha feito curso até que um amigo meu -ele é mágico e eu era assistente dele, inclusive -, começou a atuar em festinhas e eu comecei a fotografar para ele. Aí vi que era isso mesmo que eu queria e fiz um curso com o Everton Landi. Quando terminei, em agosto deste ano, sai empregado (risos). Fui prestar serviços para eles e agora pretendo investir mais na carreira.
Comércio - Você ainda guarda as fotografias que fez com seu avô quando criança? O que costumava registrar?
Gustavo - Guardo algumas... A mesma coisa. Sempre foi o cotidiano. Gosto de evidenciar aquilo que passa despercebido por muita gente. O meu quintal é um quintal que tem natureza. Meu avô ainda cultiva orquídeas e ali tem uma diversidade muito grande de fauna e flora e eu fico o tempo todo lá, fotografando coisas simples como passarinhos, abelhas...
Comércio - A Cotidiano foi sua primeira exposição. Chegou a circular por entre as pessoas para ouvir suas impressões?
Gustavo - Claro! Eu fiquei deslumbrado! Eu via o povo todo comentando e se perguntando: “nossa, mas quem é esse fotógrafo?” Dava vontade de falar “sou o fotógrafo” (risos). Eu fiquei bem feliz.
Comércio - Já pensa em novos projetos?
Gustavo - Estou com a intenção de fazer uma mostra por ano. Até mesmo para não ficar muito repetitivo ou forçado. Acredito que uma por ano seja adequada. Além disso, em 2013, quero me especializar em book infantil. Quero entrar nas escolas e fazer um trabalho com as crianças. Criança é uma coisa muito mágica, né? É muito natural.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.