A média é um fator importante na sociedade. Em qualquer área ela é sempre utilizada para se fazer análises de ambiente ou de cenário. Análises mercadológicas, políticas ou sociológicas trabalham muito com a média, pois geralmente ela nos permite uma noção aproximada do senso comum que perpassa a realidade, excluindo os extremos que estão fora da linha da normalidade social.
O problema é que a média é um pouco insossa. Não é quente nem fria, como não é alta nem baixa. Também não é muito forte ou muito fraca, nem tão intensa ou tão amena. Em resumo, não é muito nem pouco, é a média, é o mais ou menos. Se por um lado isso é importante para conhecer a ‘média’ do gosto ou da opinião popular, por outro impede que se possa trabalhar com mais afinco os extremos superiores, o que talvez fosse importante para o desenvolvimento social, principalmente quando falamos em educação, uma área que infelizmente, desde o ensino fundamental, trabalha sempre com a média, tentando reaver os que estão abaixo dela, mas desmotivando os que estão acima.
Em Franca, especificamente, podemos dizer que nossa educação está na média. Resultados do IGC (Índice Geral de Cursos) divulgados pelo MEC (Ministério da Educação) mostram que as três instituições de ensino superior da cidade, excluindo a Unesp, que é avaliada em conjunto com todos os seus campi, estão exatamente na média das escolas brasileiras, nem muito boas, nem muito ruins.
Se somarmos a isso a classificação apresentada pelo último Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que coloca a melhor escola de Franca também na média da maioria das escolas brasileiras, mas ainda atrás de aproximadamente 500 escolas de todo o país, muitas delas localizadas na região nordeste paulista e em cidades próximas a Franca, vamos perceber que a cidade está precisando reagir a essa média e começar a buscar a qualidade dos extremos.
Apesar de ser importante para essa já comentada análise de cenário, em educação é fundamental que busquemos sempre superar essa média, já que vivemos em uma sociedade cada vez mais voltada para o conhecimento, na qual o desenvolvimento tecnológico e humano demandam o aprendizado continuo e a constante superação de metas e resultados, o que só é feito com criatividade e conhecimento, características que podem ser bastante incentivadas pelo processo educacional.
Portanto, vamos esperar que os dirigentes escolares de Franca aproveitem esses resultados e se inquietem com eles, preparando-se de forma mais adequada para superar essa média em 2013, 2014, 2015 e daí por diante.
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