Depois de mais de oito anos lutando pela regulamentação, os moradores dos dois primeiros condomínios fechados da cidade finalmente conseguiram autorização para limitar o trânsito de pessoas pelos locais. Foram publicados neste sábado os decretos assinados pelo prefeito Sidnei Rocha (PSDB) permitindo o fechamento dos condomínios Morada do Verde e Vila Hípica.
Pelo documento, a partir de agora, as Associações de Moradores assumirão os custos de manutenção dos condomínios. Entre eles, manutenção de vias públicas, serviços de poda de árvores, sinalização de trânsito e a limpeza das ruas.
Além disso, mesmo com a criação das portarias, são obrigadas a permitir o acesso livre de autoridades e representantes de entidades que zelam pela segurança e o bem-estar público, como polícia e Corpo de Bombeiros.
Também passam a ser de responsabilidade dos moradores as obras de infraestrutura e outros serviços que se fizerem necessários.
O decreto veio apenas regulamentar uma situação que já perdura há anos. Quando os dois condomínios foram criados, Franca ainda não possuía uma legislação que autorizasse a existência de condomínios fechados. Por conta disso, o Ministério Público e a própria Prefeitura moveram ações pedindo que os muros e as guaritas fossem derrubados, o que não aconteceu.
Em 2008, a Prefeitura criou uma lei para regularizar esse tipo de empreendimento. Esse dispositivo legal foi modificado em abril deste ano para que os dois condomínios pudessem ser regularizados. Com a lei, as Associações de Moradores entraram com pedido de autorização para o fechamento, que foi concedido no último sábado.
Alessandra Colmanetti Camarin, presidente da Associação de Moradores do Condomínio Morada do Verde, comemorou. “Estamos muito felizes com essa notícia. Essa é uma luta antiga nossa. Com o fechamento, teremos mais segurança. Mas também novas obrigações. De qualquer maneira, acreditamos que vai valer a pena.” No condomínio, segundo ela, existem 130 imóveis e cerca de 200 moradores.
A Associação dos Moradores da Vila Hípica também foi procurada para comentar o assunto, mas ninguém responsável atendeu ao telefone.
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