Sapateiro estoura moto em carro no Centro e morre na Santa Casa


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Destroço da Honda Titan pilotada pelo sapateiro Rodrigo Raske Duarte, 21, é visto no local da batida com carro; rapaz morreu horas depois, na Santa Casa
Destroço da Honda Titan pilotada pelo sapateiro Rodrigo Raske Duarte, 21, é visto no local da batida com carro; rapaz morreu horas depois, na Santa Casa

O sapateiro Rodrigo Raske Duarte, 21, que morava no Jardim São Luiz II, morreu por volta das 14h45 de domingo, na Santa Casa de Franca, após ficar dez horas internado. Segundo a Polícia Militar, Duarte conduzia uma Honda Titan cinza quando teve a frente cortada por um Palio azul, dirigido pela atendente Aurélia Garcia Gomes, 19, de Cristais Paulista, no cruzamento das ruas General Osório com Homero Pacheco Alves, no Centro, por volta das 4 horas. Mesmo sob cuidados médicos, o sapateiro não resistiu aos graves ferimentos. Além do acidente fatal, dois acidentes graves deixaram seis pessoas feridas na madrugada de sábado para domingo.

Segundo a família de Duarte, o jovem havia acabado de deixar sua namorada em casa, no Jardim Paulistano, e se dirigia a uma festa na casa de um amigo, pela General Osório. A motorista disse, em depoimento à polícia, que seguia pela Homero Alves, em direção à avenida Major Nicácio, e que respeitou a parada obrigatória no cruzamento. Disse também ter visto apenas uma moto descendo pela General Osório em baixa velocidade. A motorista resolveu seguir, porém, foi atingida pela moto do sapateiro, que vinha logo atrás da primeira moto e, de acordo com o depoimento da condutora, estava em alta velocidade.

O impacto foi violento. De acordo com familiares, a vítima bateu contra a coluna lateral do carro e teve graves ferimentos no queixo, pescoço e tórax, causando hemorragia. A moto ficou com a frente destruída. A atendente sofreu um corte na testa. O Resgate do Corpo de Bombeiros socorreu o sapateiro, que não resistiu aos ferimentos durante a tarde.

Segundo o auxiliar de almoxarifado David Willian Duarte Rocha, 21, sobrinho do sapateiro, os parentes acompanharam o trabalho da polícia e contestam o depoimento da motorista. “Pelo que eles constataram, não houve freada de ambos (...) O velocímetro dele travou entre o 40 e o 60 km/h. Não passou disso. Ela fala que ele estava correndo.” A Polícia Científica periciou o local e o laudo deve ficar pronto em 30 dias. As investigações ficam a cargo do 1º Distrito Policial.

Duarte era órfão desde os 11 anos e foi criado pela irmã. O corpo foi sepultado às 13 horas de ontem, no Cemitério Santo Agostinho, com serviços da Funerária Nova Franca.

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