Alimento diário


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A fé e a fé subjetiva

A Segunda Epístola de Pedro enfatiza a natureza de Deus seja trabalhada em nós para que nossa natureza humana seja saturada por ela. A natureza divina, expressa em nós em seu ponto mais elevado, é a manifestação do amor de Deus (2 Pe 1: 7). Em 2 Pedro 1:4b lemos: ‘Para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo’. Ser participante da natureza divina é apenas o ponto de partida. Seu desenvolvimento se dá à medida que nos enchemos dela; e seu ápice é o amor ágape. Mais uma vez podemos ver que as epístolas de Pedro nos falam acerca da verdade culminante de que Deus é em vida e natureza, mas sem a Deidade. Louvado seja o Senhor!Esse é Seu propósito em nossa vida(1 Jo 3:2)
Pedro iniciou sua segunda epístola afirmando que ela era um servo (ou: escravo, segundo o original): ‘Simão Pedro, escravo e apóstolo de Jesus Cristo’ (1: 1ª-lit.). Mais de dois século atrás havia escravatura no Brasil, segundo a qual um escravo era alguém comprado e não tinha direito sobre si mesmo. Nós fomos comprados por alto preço pelo Senhor, por isso pertencemos totalmente a Ele e somos como escravos (1 Co 7:22-23). Pedro, por um lado, Deus lhe deu uma comissão, por isso ele tinha a posição de apóstolo.
Simão era se nome antes da conversão. O senhor Jesus havia dito que ele não se chamaria mais Simão, e sim Pedro (Jô 1:42) que significa pedra. Independente de qual seja nosso nome, todo nós nos tornamos um Pedro, porque somos pedras para edificação de uma casa espiritual. Graças ao Senhor que por da regeneração, da salvação, nós que fomos feitos do pó da terra, nos tornamos pedras vivas.
No Novo Testamento, a palavra ‘fé’ é utilizada com dois significados: o objetivo e o subjetivo. A fé, o nossa fé cristã (composta de crenças a respeito da Bíblia, Deus, Cristo, a obra de Cristo, a salvação e a igreja), refere-se às coisas nas quais cremos para a nossa salvação, o objetivo da nossa fé, nossa crenças . A fé é o conteúdo do evangelho completo segundo e economia da palavra fé, ou seja, a fé objetiva.
Há também o segundo significado, isto é, o significado subjetivo da palavra fé, que se refere ao nosso ato de crer (Rm 5: 1; Ef 2:8, Hb 11:1). Temos fé no Senhor Jesus, e isso é a ação de crer; denota, portanto, a fé subjetiva. Essa Fé surge em nós quando vamos até a Palavra e a desfrutamos no espírito. A fé subjetiva se move em nosso espírito para gerar uma união orgânica entre nós e o Deus Triúno e nessa união recebemos a vida e a natureza divinas. Ávida da igreja é o ambiente ideal para fazermos com qua a fé objetiva seja totalmente trabalhada para dentro de nossa fé subjetiva.
Quando isso acontecer, teremos a vida e a natureza de Deus em plenitude.
Portanto, a fé preciosa diz respeito à nossa fé subjetiva. Se não a temos, não conseguimos fazer com que a fé objetiva entre em nós. Não se trata somente de receber ou de ter o poder de receber as riquezas espirituais; precisamos de uma ação que esteja ligada à fé. Só assim conseguiremos trazer a fé objetiva para dentro de nossa fé subjetiva. Louvado seja o Senhor!

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