Violência: a cada seis dias, uma pessoa tenta matar outra em Franca


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Policiais militares prendem o sapateiro John Lennon Santos da Silva, em 21 novembro último, após dirigir um carro perigosamente e sem CHN; dias antes, envolveu-se em tentativa de assassinato e, ferido, fugiu da Santa Casa
Policiais militares prendem o sapateiro John Lennon Santos da Silva, em 21 novembro último, após dirigir um carro perigosamente e sem CHN; dias antes, envolveu-se em tentativa de assassinato e, ferido, fugiu da Santa Casa

A cada seis dias, uma pessoa em Franca tenta resolver suas diferenças com outras pessoas de forma hostil e violenta, tentando matá-las, seja com tiros, facadas, pauladas ou pedradas. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado e arquivos do Comércio da Franca, foram 49 agressões com intenção de matar na cidade, entre janeiro e outubro, sendo 31 ca-racterizadas como tentativas de homicídio e outras 18 como assassinatos consumados.

Segundo o delegado Márcio Murari, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), que centraliza as investigações de atentados contra a vida, a maioria dos casos tem motivação fútil. “Em sua grande maioria, são brigas entre familiares, brigas de casal, problemas em bar, brigas na madrugada envolvendo jovens. Em poucos casos, observamos que há o envolvimento com a atividade criminosa, como o tráfico de drogas. Isso seria muito mais preocupante”, disse Murari.

Dos casos registrados, segundo a polícia, apenas dois não tiveram a autoria esclarecida. Em todos os outros, se o autor não foi preso, ele pelo menos foi indiciado. A Polícia Militar faz o trabalho preventivo e atende dezenas de ocorrências diárias envolvendo brigas e discussões. Os policiais fazem a intervenção conversando e acalmando os envolvidos. Muitas vezes, nem é preciso o registro da ocorrência na Polícia Civil.

O último caso na cidade, que ainda não foi contabilizado pela Secretaria de Segurança Pública, aconteceu na noite do último domingo. Uma mulher desempregada de 35 anos, residente na Vila Santa Terezinha, agrediu e tentou atear fogo no filho, um vendedor de 18 anos, além de colocar amigas dele para correr com um pedaço de madeira e ainda agredir a filha de 14 anos na presença de policiais militares.

Na noite de 25 de novembro, outro caso chamou a atenção. O servente de pedreiro Thales Silva Pereira, 20, morador no Residencial Moreira Júnior, levou um tiro no abdome, próximo a sua casa. Segundo a Polícia Militar, quatro homens em duas motos chegaram disparando na vítima, que conversava com a namorada na esquina da rua Ricardo Maranha. Ninguém foi preso.

Um dia antes, uma mulher ainda não identificada ateou fogo em um rapaz de 23 anos que se divertia com alguns amigos na madrugada, em um posto de combustível na avenida Major Nicácio. O rapaz sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus no rosto, braços e costas. Segundo sua mãe, a agressora não era conhecida pela família. “O médico já falou que ele irá precisar de cirurgia plástica. Ele queimou todo o cabelo, as orelhas e a boca.”

Os inquérito já foram abertos. “A vítima de tentativa nos passa muitas informações, o que facilita na solução do caso”, finalizou o delegado.

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