Guinchos reajustam tarifa em 15% e reboque pode chegar a R$ 480


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Guincho retira carro que caiu no córrego na avenida Ismael Alonso y Alonso em junho deste ano
Guincho retira carro que caiu no córrego na avenida Ismael Alonso y Alonso em junho deste ano

Ao passar com seu veículo pelas marginais dos córregos da cidade, cuidado para não cair. Também evite atoleiros. Torça ainda para o carro não quebrar pelas ruas. Se está com o licenciamento vencido, é bom não arriscar. Não importa qual seja a situação. Se precisar de um guincho, prepare o bolso. Desde o começo do mês, o serviço de rebocamento está mais caro em Franca. O aumento foi de cerca de 15%. Com a correção, o valor mais baixo ficou em R$ 60. O mais alto, R$ 399. Se o condutor tiver o azar de passar pelo transtorno à noite, entre 18h e 6h, a tarifa será acrescida de 20%.

Doze empresas têm concessão do município, que não recebe nada em troca, para explorar o serviço de guincho. Elas se revezam para atender os chamados. Quando há necessidade de alguma remoção, o Centro de Operações da Polícia Militar avisa o setor de trânsito da Prefeitura, que tem a responsabilidade de acionar o socorro. O preço é tabelado e o usuário não tem opção de escolha. É pagar ou pagar. Pelo menos 20 veículos são recolhidos todos os dias nas ruas por problemas diversos.

A tabela de valores é fixada pela Prefeitura e leva em consideração o tipo de veículo e o local em que o rebocamento será feito. Quanto maior a condução e mais complexo o resgate, mais cara ficará a conta. Os novos preços foram fixados por meio de decreto assinado pelo prefeito Sidnei Rocha (PSDB) e publicado no último dia 1º. Os donos de guincho reivindicavam uma correção de 60%.

“O último reajuste havia sido feito há dois anos. Neste período, os nossos custos aumentaram muito e estava ficando cada vez mais difícil trabalhar. Conseguimos apenas a atualização da inflação e mais nada”, comentou Rubens Leite, dono de uma empresa do setor.

Com o reajuste, o dono de uma moto com até 110 cc terá que pagar R$ 60 pelo reboque dentro do perímetro urbano da cidade. Se a potência for maior, o custo será de R$ 73. O resgate de carros, caminhonetes e veículos tipo Kombi subiu para R$ 86. Já o resgate de caminhões, ônibus e tratores subiu para R$ 159.

Estes valores valem apenas para os rebocamentos feitos em situações normais. Se for preciso tirar o veículo de rios, buracos e atoleiros, o proprietário terá que pagar mais. O preço para tirar um carro de córrego, situação comum em Franca devido à falta de proteção nas marginais, subiu para R$ 198 ou 237 se for à noite. Se for caminhão, ônibus e tratores, o dono terá que desembolsar quase R$ 400 ou R$ 480 à noite (confira quadro com os novos valores nesta página).

“Acho um absurdo pagar tão caro por um guincho. Hoje, por qualquer motivo, a polícia está nos parando e mandando recolher motos ou carros. A gente tenta argumentar, mas não tem jeito. Não podemos fazer nada. É um negócio que corre muito dinheiro”, comentou um sapateiro que pediu para ter o nome preservado.

DESPESA SALGADA
A conta com o guincho não é a única despesa de quem tem o veículo rebocado. Se o carro ou moto for levado para o pátio por causa por falta de licenciamento ou por não ter itens de segurança, o responsável terá que pagar a estadia e, claro, as pendências para, só depois, retirar o possante.

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