O prazer e o perigo estão sempre bem próximos da água. O refrescante mergulho na piscina, o descanso à beira da represa ou a reconfortante maresia na areia do mar. Tudo isso é muito bom, só que é preciso o maior cuidado para que a alegria não se transforme em tragédia, como temos visto acontecer até com certa frequência, algumas vezes por abusos e outras por descuido ou fatalidade. Crianças merecem uma atenção maior. A começar do ambiente da casa, onde um bebê pode afogar-se até dentro de um balde com água. Em locais de lazer, como chácaras, ranchos ou casa com piscina, o correto é cercar a área com grade e portão, com lona sobre a água, até que essas crianças cresçam mais e aprendam a nadar e se defender melhor. Os adultos também precisam evitar as imprudências, principalmente quando o ambiente é de festa com bebida alcoólica. Depois de algumas doses, costumam ficar corajosos e se arriscam a aventuras e exibições que podem ser fatais. Nos rios, há também casos de acidentes graves, ao saltar de cabeça onde nem conhecem. No mar, então, o melhor é evitar avançar até onde não dá pé. Por isso mesmo, os bombeiros e salva-vidas têm um ditado acertado: “Água bateu no umbigo já é sinal de perigo”. As férias e as viagens estão chegando. Não deixe que o prazer da água se transforme em tragédia.
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