Miniapagões irritam lojistas e moradores em vários bairros


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Adauto Bastianini e Lúcia Helena Aparecida Bastianini cruzam os braços em sinal de protesto contra as interrupções de energia no mercado que possuem na Vila Santa Terezinha
Adauto Bastianini e Lúcia Helena Aparecida Bastianini cruzam os braços em sinal de protesto contra as interrupções de energia no mercado que possuem na Vila Santa Terezinha

As quedas relâmpago de energia em alguns bairros de Franca têm irritado e causado prejuízos para moradores e comerciantes. Eles acreditam que o crescimento dos bairros e a falta de manutenção na rede elétrica estejam ocasionando as oscilações no fornecimento de energia e solicitam que a CPFL, responsável pelo serviço, realize revisões para sanar o problema. Entre os locais com registro dessas ocorrências estão o Residencial Nova Franca, Vila Santa Terezinha e Bairro Cidade Nova.

A professora Raquel Beatriz Gouveia, 45, mora no Nova Franca há mais de oito anos e disse que, nos últimos quatro meses, a frequência dos miniapagões em sua casa aumentou. “Ultimamente tem caído muito a energia aqui e, quando volta, acaba queimando os aparelhos. Já queimou meu portão e o computador. O portão foi duas vezes e, cada vez que chamei o técnico, ele cobrou só pela visita R$ 50. A vizinha reclamou que a geladeira dela queimou por causa das quedas de energia.”

Raquel disse que percebe pelo micro-ondas que o fornecimento foi interrompido porque o relógio do aparelho desliga. “Com o crescimento do Moema e o bairro perto da Unesp, acredito que esteja acontecendo uma sobrecarga na rede elétrica, mesmo o Nova Franca e o Dom Pedro expandiram e a rede não aguenta.”

A publicitária Zilda de Miranda, 45, é vizinha de Raquel e também notou que os piques de energia em sua residência se tornaram mais comuns nos meses mais recentes. “A energia cai umas cinco vezes no dia, percebo pelo barulho da televisão desligando, que faz clique. O maior problema são os danos nos nossos aparelhos.”

Em outro ponto da cidade, na Vila Santa Terezinha, os incômodos se repetem. O problema, segundo relato dos moradores, é mais recente que no Residencial Nova Franca, e data pouco mais de um mês. A comerciante Fabiana Rodrigues, 32, mora e trabalha no bairro e tem convivido com a oscilação de energia em casa e na loja da qual é proprietária. “Normalmente são quedas rápidas de energia, mas já aconteceu de eu estar com cliente na loja e não conseguir concluir a venda porque a máquina de cartão de débito e crédito depende da energia. Espero que a CPFL tome providências”, disse ela.

Outro comerciante da Vila Santa Terezinha amarga prejuízos com as interrupções de energia elétrica. Adauto Bastianini, 50, dono de um mercado, disse que no mês passado foi obrigado a fechar as portas mais cedo por estar sem luz. “A força acabou às 17 horas e só voltou depois das 21 horas. Fechei seis horas da tarde, mas a gente costuma parar oito e meia. Perdi o melhor período de vendas, que é à noite, e calculo que perdi uns R$ 3 mil de vendas, valor que normalmente a gente vende nesse período”, disse Adauto, que não tem gerador no estabelecimento. ”

DEFESA
Os consumidores lesados por causa da oscilação de energia elétrica devem entrar em contato com a CPFL para solicitarem ressarcimento caso tenham tido prejuízos. O agente fiscal do Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) de Franca, Luís Antônio, disse que tem poucos registros de queixas sobre esse problema. “Acreditamos que os consumidores têm acionado a empresa pelo 0800 e têm sido ressarcidos, sem necessidade de intervenção do Procon. Se comprovado dano em equipamentos eletroeletrônicos por falhas no serviço de energia, eles têm de ser indenizados.” A CPFL informou que os clientes devem contatá-la até 90 dias depois da ocorrência que teria danificado o aparelho para que analise o caso e o possível ressarcimento.

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