c. 340-397 bispo “Ambrósio” quer dizer “imortal, divino” é invocado como protetor das abelhas e dos trabalhadores em cera.
Ambrósio nasceu em Trèves por volta de 340. Foi uma das figuras mais expressivas da Igreja de seu tempo. Estudou direito em Roma e logo ingressou na vida pública. Foi governador da Emília, Lácio e Milão. Além de político, era versado em humanidades, poesia e retórica. Representa, pois, a encarnação dos mais altos valores da alma romana, dedicada ao bem público: a retidão e o amor à justiça, a probidade e a praticidade. Tal era o seu prestígio junto à população que acabou sendo escolhido bispo pelo próprio povo. Enquanto exortava o povo à paz e à concórdia, uma voz do meio da multidão exclamou: “Ambrósio, bispo!” O povo começou a aclamá-lo bispo. Entre surpreso e cheio de temor, aceitou relutante o cargo como vontade de Deus (374). Durante o seu episcopado, deu mostras de excelente administrador da comunidade. Foi um verdadeiro guia espiritual e pastor do povo. Exerceu grande influência nos imperadores Gracioano, Valentiniano II e Teodósio I. Foi sob sua influência espiritual que Agostinho se converteu ao cristianismo. É o símbolo de um povo rejuvenescedor da Igreja. Deixou várias obras escritas, entre as quais comentários exegéticos, sermões, etc. Compôs vários cânticos litúrgicos (cantos gregorianos). Morreu em Milão no dia 4 de abril de 397. É apresentado com vestes episcopais, com um livro em uma das mãos e na outra o báculo. Outras vezes, é representado com uma pomba, uma colméia ou com abelhas.
Testemunhas de nossos tempos
Lúcio Aguirre e Elpídio Cruz militares cristãos, solidários entre os refugiados salvadorenhos, assassinados em 1981, em Honduras.
Os cinco minutos dos Santos/ J. Alves
São Pulo: Editora Ave-Maria, 2002.
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