Franca atinge o grupo de cidades com alto grau de desenvolvimento


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Uma cidade com alto estágio de desenvolvimento. É assim que Franca passou a ser classificada pelo IFDM (Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal), divulgado neste último fim de semana pela Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro). De acordo com o estudo, que tem como base o ano de 2010, a cidade melhorou nas áreas de educação, saúde e emprego e viu sua posição no ranking nacional saltar 125 posições saindo do 246º lugar para o 121º. Já no ranking estadual, o município passou da 143ª posição para a 85ª colocação. Até o último levantamento de 2009, Franca fazia parte das cidades com desenvolvimento moderado. O município melhor colocado do Brasil foi Indaiatuba, em São Paulo, com nota 0,9486, e o pior foi Tremedal, na Bahia, que obteve 0,3671.

Para ingressar na lista dos municípios com melhores condições de vida e alcançar o índice 0,8505 (o anterior era 0,7985), Franca precisou avançar no número de matrículas na educação infantil, no total de consultas pré-natal e também na geração de empregos formais. São essas, segundo metodologia do estudo, algumas das variáveis analisadas para composição do índice final.

Dos três grupos analisados, é na educação que a cidade teve o melhor desempenho. Com pontuação variando entre 0 e 1 (quanto mais próximo de 1, maior o nível de desenvolvimento), a educação francana conseguiu um índice de 0,9254. Segundo a secretária de Educação, Leila Haddad, o avanço é reflexo dos altos investimentos feitos na rede municipal que deve inaugurar no começo do próximo ano letivo cinco novas escolas. “A rede está bem, com educação de qualidade e um crescimento anual de 20%, sendo mais de 7 mil alunos somente na educação infantil.”

O analista econômico e professor da Fatec Franca, Daltro Oliveira de Carvalho, diz que o desenvolvimento da cidade é notório e acontece tanto na área econômica quanto na social. “Nossa cidade é privilegiada, estamos contratando, o desemprego é baixo e o setor comercial não está parado. Temos uma realidade diferente em comparação aos anos anteriores.”

No quesito emprego e renda, por exemplo, o crescimento do índice foi de quase 0,1 ponto (de 0,6383 para 0,7355) e a cidade por diversas vezes figurou entre as primeiras na criação de vagas fora das capitais. Ao longo daquele ano foram gerados 8.154 postos de trabalho. Embora a quantidade seja considerada alta, a nota da área foi a mais baixa dos três itens avaliados, principalmente pelo fato de a renda do trabalhador francano ser uma das menores do Estado.

Em saúde, apesar dos problemas com a falta de médicos e, consequentemente, a demora no atendimento, o setor apresentou melhora no índice, que saltou de 0,8864 para 0,8905. Além do número de consultas pré-natal, a Firjan também analisou o total de óbitos por causas mal definidas e os óbitos infantis por causas evitáveis. Nos levantamentos, a Federação utilizou dados do Ministério da Saúde, do Ministério do Trabalho e Emprego e do Ministério da Educação.

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