Existem ex-viciados que relatam histórias e são firmes em suas decisões de mudança. Alguns mudam suas atitudes ruins através da ajuda da igreja, de tratamento psicológico, de tratamento medicamentoso, de internação, ajuda da família, e isso depende da pessoa, que tem que querer e aceitar a ajuda. Julgar alguém é fácil quando não se está na pele dele, ainda mais quando é uma criança revoltada com a sociedade que a julga o tempo todo, até mesmo pelo jornal. E ai? Ele tem que se revoltar mais, ou não? Ou tem que achar bonito o caso dele estampado nas reportagens e assim, acreditar no que dizem que ele não é capaz, que é um marginal, ou, como o jornalista, senhor Corrêa Neves Júnior disse, existem seres humanos ruins, maus, com péssima índole e deficiências de caráter tão grandes que terapia ou política pública nenhuma vão dar jeito? (...) Se não pode fazer nada para ajudar, não deve piorar as coisas. (Leia ‘O Garoto do Cambuí’, de Corrêa Neves Júnior em http://www.gcn.net.br/jornal/index.php?codigo=191825, e ‘Sujeito mau’, do articulista Acir de Matos Gomes, aqui).
Priscila Bazon
Franca - SP
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